sábado, 23 de abril de 2016

Nem isto, nem aquilo

A infeliz declaração do bobalhão Bolsonaro (PSC) na Câmara dos Deputados homenageando o torturador Brilhante Ustra provocou reações polêmicas ao longo da semana. Não é pra menos. Defender esta escrupulosa atitude seria contrariar os direitos humanos e uma desonra aos torturados e seus familiares, algo totalmente injustificável e, com toda razão, reprovável.
Na página seguinte deste episódio, temos a patética reação do Deputado Jean Wyllys (PSOL) que cuspiu em Bolsonaro. Esta atitude [cuspir] é apoiada por boa parte dos que não defendem o governo e também por aqueles que defendem. Acerca dos que defendem, cabe uma análise específica a qual se chega à revelação da incoerência. Antes, porém, cabe lembrar também do voto do Deputado Glauber Braga (PSOL) [não ao impeachment) dedicado ao "herói" Marighella e que não teve cuspida.
Você sabe quem foi este homem tão glorificado pelos esquerdistas? Carlos Marighella foi um dos principais guerrilheiros contra o Regime Militar. Tem na sua formação de guerrilha a ideologia nada democrática e "nadíssima' humanista de torturadores guerrilheiros como Che Guevara e Fidel Castro, por exemplo. Ernesto Guevara, aliás, é um bom (ou mal) exemplo para definir tudo o que a esquerda afirma condenar: racista, homofóbico, intolerante e, pra completar, assassino (olha aí a foto do Wyllys fantasiado de Che, homenageando este exemplar líder revolucionário das causas humanas). Após ser treinado em Cuba, Marighella volta ao Brasil e cria a Ação Libertadora Nacional (ALN), que se tornou a maior organização promotora de ações terroristas de guerrilha urbana no país, como assaltos, emboscadas e sequestros. Inclusive, a presidente Dilma - que se coloca apenas como vítima das torturas do período - participou de grupos guerrilheiros praticando assaltos, sequestros e sabe-se lá o que mais, porém, não costuma mencionar nos palanques que cometeu tais crimes.
Com isso, se pode considerar o seguinte: quando se vê a massa vermelha repudiando o gesto de um deputado extremista que homenageia um torturador, mas que se cala diante dos que homenageiam Marighella e seguidores de extremistas de esquerda percebe-se que o único interesse é defender o poder dos seus e não os direitos humanos e constitucionais de todos. Só há verdadeiro repúdio se este não defender nenhuma ditadura, nem no Brasil nem em Cuba, nem em outro país latino-americano ou africano. Simplesmente porque todas as ditaduras são abomináveis. Condenar ditaduras direitistas, mas concordar ou se silenciar com as "socialistas" é, de qualquer modo, desconsiderar a memória dos que por elas sucumbiram.
É uma pena que haja tantas arbitrariedades, conforme a conveniência ideológica, quando se trata de um assunto tão sério e crucial da humanidade, assunto do qual se pode ter apenas uma opinião: a favor da vi
Nem Bolsonaro, nem Wyllys, nem Glauber. Nem Ustra e nem Merighella. Mas pela liberdade e por todos os outros direitos humanos, lutemos por um novo Brasil. E para quem não tem argumentos, restam duas opções: gritar "É golpe" ou "cuspir".
(Foto da Revista Rolling Stones - Jean Wyllys de Che Guevara)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Golpe: uma tese sem fundamentação

A tese de golpe, repetida como as palavras de um papagaio que fala sem saber o que está dizendo, não tem fundamentação alguma. Não, pelo menos, no âmbito do Direito e, antes de tudo, da Constituição, como já se pôde ver no STF e na Câmara. 
A insistência em bater nesta tecla quebrada só comprova a incompetência da presidente (que está tendo todo o direito de ampla defesa) em resolver um problemão criado pelo seu próprio (des)governo. O golpe só existe no imaginário dos governistas que o usam como argumento porque não há outro que possa justificar os crimes dos quais são acusados. 
É lamentável que, para defender o seu trono, Dilma vocifera contra a Constituição, contraria as instituições, é incoerente com a democracia e usa de mentiras para tentar ludibriar a todos. SE ela cair, será pelas vias plenamente democráticas instituídas. O resto é desculpa, é falácia, é desespero. 
E que por estas mesmas vias democráticas, todos os corruptos também caiam. Absolutamente todos.

Prof. Josimar Tais

Vale a leitura: A exportação do vexame

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Dilma se pronuncia sobre a aprovação do impeachment pela Câmara

Dilma em pronunciamento (18/04/16)
Foto: Brasil.ElPais

Injustiçada e indignada. Foi assim que a presidente Dilma Rousseff resumiu seus sentimentos no fim da tarde desta segunda-feira (18), menos de um dia depois de a Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade do seu processo de impeachment. "Tenho ânimo, força e coragem suficiente. Não vou me abater. Vou continuar lutando como fiz ao longo de toda a minha vida. Não vão matar em mim a esperança", disse. "Agora enfrento também um golpe de Estado."

Dilma afirmou que o processo não tem base de sustentação, sendo que o STF repugnou todas as tentativas do governo de tentar barrar o processo, pois considera sua legitimidade constitucional. Além disso, se defendeu dizendo que não cometeu atos ilegais (pedaladas fiscais) e que não enriqueceu ilicitamente (referindo-se a Eduardo Cunha). Criticou o seu vice:  estarrecedor que um vice-presidente no exercício do seu mandato conspire contra a presidente abertamente. Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada porque a sociedade humana não gosta de traidores", completou, se referindo a Michel Temer, do PMDB. 

Dilma também citou o período de perseguições que sofreu no Regime Militar: "No passado, enfrentei por convicção a ditadura. E agora enfrento também um golpe de Estado. Não o golpe tradicional da minha juventude, mas o golpe infelizmente da minha maturidade. Um golpe que usa aparência democrática", afirmou a presidente. "Nenhum governo poderá ser legitimo sem ser por obra do voto secreto, direto em eleição convocada previamente para esse fim, na qual todos os cidadãos participem"

(Trechos extraídos do artigo do portal UOL Notícias. A íntegra do artigo pode ser acessada Aqui). 



No pronunciamento de Dilma, ficou claro o que ela entende por Democracia: votou a favor do impeachment, está expulso do governo. Viva a liberdade de expressão! E mais: Lutar com convicção contra a ditadura não é o mesmo que defender a democracia; é luta por poder.
A propósito, nessa mesma linha de pensamento "democrático", hoje Maduro e a Chancelaria Cubana se posicionaram contra o "golpe" a Dilma. Claro, lá em seus países impera o direito democrático.
"É a democracia acima de tudo, desde que a maioria concorde com eles, seja qual for o assunto em questão. É o amor a qualquer custo, desde que se assine embaixo de tudo que eles querem. Não há, da parte deles, um só segundo de reflexão sobre o que as outras pessoas sentem, pensam e desejam" (João Ferreira).
Por um novo Brasil e pela verdadeira DEMOCRACIA!

domingo, 17 de abril de 2016

Impeachment de Dilma segue para o Senado

Dilma Rousseff
Foto: Veja.Abril 
Como já era de se esperar, o processo de impeachment foi aprovado pela Câmara (367 votos a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 faltas) e agora seguirá para o Senado. Tudo transcorrendo com legitimidade conforme apregoa a Constituição. Portanto, a tese de que impeachment é golpe é totalmente infundada. Revela apenas a ignorância política e o desespero, além de incitar o ódio. Sejamos coerentes com a democracia. 




Saiba mais:
Câmara aprova processo de impeachment contra Dilma Roussef

sábado, 16 de abril de 2016

O impeachment de Dilma: Tchau, querida!

Estamos testemunhando momentos decisivos e importantes da História atual do nosso país. E diante da atual conjuntura política e econômica que o Brasil está passando, o mais sensato e menos vergonhoso seria o ato de renúncia da presidente.
Dilma não possui mais credibilidade e capacidade para governar o país. Não há confiança de investidores, nem nacionais e nem internacionais, para possibilitar o retorno do crescimento econômico e gerar empregos. Não há mais uma base de apoio político sólida para sustentar o governo. O povo perdeu a esperança neste governo que atesta a cada dia o seu fracasso. Assim, cada vez mais o PT se vê isolado e perdido.
Antes mesmo da votação do impeachment, este governo já acabou. Com que forças Dilma continuará no poder se não houver o seu impedimento? Ficaremos até 2018 vivendo de arrasto, sofrendo cortes de investimentos em setores cruciais e tendo impostos e inflação aumentando? Nós brasileiros, trabalhadores honestos, não merecemos viver num país fadado à falência, rendidos à incapacidade de uma governante que não abre mão de seu posto por ganância e arrogância.
Os governistas pregam um discurso vitimista e até, lamentavelmente, violento. Instigam a desordem e alguns grupos beiram à barbárie. Acusam a oposição de ser golpista e sabotadora quando, na verdade, quem frauda contas públicas, entrega obras (sem qualidade) com dinheiro lavado e engana o povo é o próprio governo. Sem embasamento e serenidade, disseminam a falácia de que impeachment é golpe. Seguem, com este argumento desesperado, a cartilha da propaganda nazista encabeçada por Joseph Goebbels que dizia: "Uma mentira repetida cem vezes se torna verdade", a exemplo do que foi a campanha política petista que "vendeu o sonho e entregou um pesadelo".
É importante afirmar que impeachment não é golpe. A Comissão Especial da Câmara aprovou o pedido de abertura do processo de impedimento do governo Dilma (38 X 27). A OAB também apoia o impeachment (26 X 2). O próprio STF reconheceu a legalidade do rito do impeachment em questão. Portanto, no âmbito político e no jurídico existe consonância acerca do tema.
O impeachment que será votado amanhã é legítimo sim, está de acordo com as regras democráticas do Estado de Direito conquistado e instaurado através da Constituição Federal de 1988. A presidente Dilma será julgada simplesmente porque ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei neste país. Será julgada porque há crime que lhe imputa.
Não há golpe, há esperança de um lado e medo do outro; há de um lado a possibilidade de mudança ou a continuidade da queda num abismo sem fim. Não há golpe, há a luz da renovação ou a permanência nesta treva. Enfim, não há golpe em jogo, há o pleno exercício e poder da Democracia.
Sendo assim, não podemos permitir que o argumento dos amedrontados seja impresso nos livros de História do Brasil. Digno de estar registrado na História seria o ato de renúncia da presidente, mas não se pode esperar gesto tão grandioso onde impera a prepotência. Neste caso, resta a queda.
"Tchau, querida".

Prof. Josimar Tais 

domingo, 20 de março de 2016

Não vai ter golpe

Lula e militantes lulo-petistas têm disseminado com discórdia enfática o argumento infundado, terrorista e absolutamente inconsistente de que a oposição está armando um golpe de Estado contra o governo Dilma e o Partido dos Trabalhadores. Para quem acredita neste discurso saudosista da parte dos que tentam, desesperadamente, se sustentar no poder, cabe lembrar que um processo de impeachment não se trata, jamais, de golpe de Estado.
Em primeiro lugar porque a Constituição Federal prevê como legítimo, mediante motivos plausíveis (como, obviamente, se tem no momento), a abertura de processo de impedimento de um governo. Neste caso, está firmado no art. 51, inciso I, que compete à Câmara dos Deputados: “autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado”. Neste preceito, a ainda presidente Dilma é acusada de crimes contra a responsabilidade, tendo violado, portanto, o que se preconiza no art. 85 da CF.
Em segundo lugar, para que o impeachment ocorra, é necessária a aprovação de sua instauração, e isso se faz através dos votos dos deputados federais (2/3), como já mencionado. Oras, nada mais democrático, portanto, do que uma eleição, não é mesmo?
Por falar em eleição, Dilma já saturou a paciência de quem acompanha os fatos políticos dizendo que ela foi eleita democraticamente. Claro, ninguém é imbecil como pensa a presidente para contestar isto, embora a sua campanha, além de ser acusada de financiamento sujo, foi a mais agressiva e mentirosa que este país já vislumbrou na Nova República. Dilma foi eleita democraticamente como o ex-presidente Collor, que sofreu processo de impeachment apoiado, inclusive, pelo PT. Aquilo foi golpe também? Absolutamente, não.
Golpe de Estado não tem esses trâmites democráticos e constitucionais, não. Golpe de Estado tem a ver, sim, com desrespeito às leis, à Constituição, inobservância da Democracia, às instituições superiores. Golpe de Estado se trata do uso da força para impedir que um governante se mantenha no poder. Nas palavras do historiador Leandro Karnal, professor da Unicamp (vide vídeo), “golpe de Estado é a derrubada violenta de um poder legalmente constituído [...]; a derrubada sem julgamento, a derrubada sem a força legal...”
Diante disso, só basta dizer que não vai ter golpe. Viva a nossa democracia!

Vídeo do Prof. Leandro Karnal


https://www.youtube.com/watch?v=IvoHffMrOeQ


Charge de Maurício Costa Roumão 

quarta-feira, 16 de março de 2016

Um ministro suspeito: Lula na Casa-Civil

A presidente Dilma coloca como Ministro-Chefe da Casa Civil alguém que está sendo investigado pela Polícia Federal, ou seja, um suspeito de crime(s). Mesmo que Lula não esteja condenado (ainda), ele não deveria, pelo BOM SENSO, ter aceitado este cargo, e ela, a presidente, não deveria sequer ter cogitado sua nomeação. Mas esperar o uso do bom senso e respeito da parte deles é fantasioso demais. Assim, o ex-presidente Lula e a ainda presidente Dilma ignoram, debocham e desrespeitam totalmente o pedido proclamado pela multidão de brasileiros naquela que foi a maior manifestação política do nosso maltratado país no domingo passado. 
Do outro lado, encontra-se uma oposição apática, lenta e até mesmo DESMORALIZADA. 
Nós, o povo, estamos praticamente desamparados. Somos a verdadeira oposição em meio a esta vergonhosa e execrável situação política. O poder de transformação está nas mãos da democracia e da justiça. Precisamos pressionar o Judiciário para que, de fato, apure os casos e coloque cada envolvido (da situação ou da oposição) no seu devido lugar.
Vamos conclamar a limpeza política e dar um rumo digno para a História do Brasil.

Com a ida de Lula ao Ministério da Casa Civil, temos: 

a) o atestado de incompetência de Dilma, que se oficializa como figura decorativa do governo; 
b) o desrespeito total ao clamor do povo, bradado no último domingo nas maiores manifestações da história brasileira; 
c) os interesses partidários e pessoais acima dos democrático-nacionais; 
d) a contextualização claríssima do que é golpe;
e) a exemplificação perfeita do que Lula afirmou em 1988: "No Brasil é assim: quando um pobre rouba, ele vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro".




Metáfora do dia: Lula se comporta como criança encrencada e corre se esconder debaixo das saias da mamãe. E aí, vai encarar? ‪#‎LulaFujão‬

Prof. Josimar Tais 

domingo, 13 de março de 2016

O fracassado discurso do golpe

O governo petista diz que está sob ameaça de golpe. Veja só quanta hipocrisia! No auge da Democracia brasileira e diante da maior participação popular nas questões políticas do país há quem estremece de medo ao ver o povo unido contra a corrupção e chama isso de golpe! Parece que alguém andou faltando nas aulas sobre democracia e cidadania ou que não leu direito a Constituição Federal. 

Nessa conjuntura de inversão de valores, é importante salientar que golpe é mentir, é roubar, é omitir patrimônio. Golpe é o diabo que fazem para se sustentar no poder e manter o esquema ativo. Golpe é instigar cidadãos a confrontarem-se com seus concidadãos nas ruas. É dividir um país em "nós e eles" como se houvesse um grupo superior a outro. Golpe, enfim, é usurpar de uma posição social para atender aos seus próprios interesses ou de seu grupo. Chega! Esse discursinho terrorista de "golpe" não engana mais diante de tantas acusações e provas. 

Os mais de 30 anos da Nova Democracia criaram gerações mais despertas, politizadas e corajosas. Não estamos mais sob o olhar coronelista, do voto de cabresto. Não estamos mais amordaçados pela censura. Os tempos mudaram; o povo mudou e o Brasil está no caminho da mudança. E não, não vai ter golpe se a justiça for feita. Basta de corrupção.

Prof. Josimar Tais





Vai ter golpe?


No dia 13 de março de 1964, o então presidente do Brasil João Goulart fez um comício no Rio de Janeiro para pedir apoio popular e apresentar Reformas de Base (agrária, bancária, fiscal, urbana, administrativa e universitária). A estratégia não deu certo. Menos de um mês depois, os militares deram um golpe e assumiram o poder por 21 anos.

Exatamente 52 anos depois, milhares de brasileiros saem às ruas para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff. Em meio à crise política e com a ameaça real do impeachment, defensores do governo comparam o período atual com o golpe de 1964. Para saber o que há em comum e quais as diferenças entre as crises dos governos Jango e Dilma, o UOL conversou com os historiadores José Otávio Nogueira e Antônio José Barbosa, ambos professores da UnB (Universidade de Brasília). 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Divulgação: Globo Repórter apresentará o Vale Europeu

O caminho dos anjos, conhecido como "el piccol paradis" (o pequeno paraíso),
situa-se no bairro Ipiranga, em Rodeio/SC, e integra o Circuito de Cicloturismo do Vale Europeu
(Foto de Maurício Borges extraída do blog borgesm)

É com grande expectativa que os moradores do chamado "Vale Europeu", em Santa Catarina, aguardam a abertura da temporada 2016 do jornalístico "Globo Repórter", da TV Globo. Isso porque o programa irá mostrar ao Brasil e ao mundo os encantos desse cantinho brasileiro localizado no Estado catarinense: cultura e belezas construídas pelo homem e pela natureza darão uma noção de como é viver aqui.

Vale salientar, porém, que a denominação de "Vale Europeu" tem a ver com a colonização resultante de um processo histórico envolvendo imigrantes oriundos de países como Alemanha, Itália e Polônia a partir de meados do século XIX. Vale Europeu, portanto, é uma regionalização turística atribuída a este espaço geográfico.  

Destaca-se ainda que, apesar de essa parte do Vale do Rio Itajaí apresentar condições de vida que se sobressaem em relação a outras partes do país, aqui também enfrentam-se vários problemas. As grandes enchentes noticiadas pela mídia nos últimos anos não podem ser esquecidas. Além do mais, a desigualdade e a pobreza estão presentes em nossas cidades, embora que de maneira não tão enfática. A insegurança associada à criminalidade tem aumentado devido a falta de policiamento. E o tratamento do governo estadual para com a Educação? Um descaso maquiado. Falta de saneamento, as más condições das rodovias? Não, isso não vai aparecer no programa. Mas tudo bem, não é este o foco...

Embora exista, sim, uma série de problemas (afinal, aqui é Brasil), não há como negar que em inúmeros aspectos, sejam culturais, tradicionais, naturais e econômicos, o Vale Europeu se destaca por ser um pedacinho diferente desse imenso e variado país. Para quem não conhece, vai ser bom assistir! Para quem já esteve no Vale, vai matar a saudade. E para quem é daqui, vai ser divertido e honroso "se ver"! 

O programa irá ao ar no dia 19, sexta-feira. 


Saiba mais:

Que Brasil é este?
Estradas cobertas de verde, paisagens deslumbrantes e construções que parecem ter vindo de outros países.
O Globo Repórter desta sexta (19) revela onde ficam as cidades campeãs em qualidade de vida. Onde os salários são melhores, e sobram empregos.
Muita comida natural. Hortas orgânicas onde os próprios moradores plantam e colhem a salada do almoço. 
Doces tradicionais - atraentes e muito saborosos. E quantas famílias eles sustentam.
Nas escolas públicas, crianças aprendem a ler e escrever em alemão e português.
Nossos repórteres atravessam o circuito mágico dos ciclistas. Pedalando por 350 quilômetros num cenário de tirar o fôlego.
Cachoeiras. Montanhas. E o surpreendente vale dos anjos. Obra de fé esculpida pelas mãos de um só homem.
Nas profundezas da Terra, o fascínio das cavernas formadas em milhões de anos. E um misterioso chão de estrelas.
O refúgio dos bugios. Um lugar onde animais perseguidos pelo homem finalmente encontram paz.
Tudo isso você vai conhecer no Vale Europeu. Sexta (19), no Globo Repórter.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Documentário "Nostra Terra Brasilis" narra a imigração italiana no Rio Grande do Sul

Eles vieram em busca da “cucagna” – fartura –, fugindo da fome e da falta de trabalho na Itália de 1875. Deixaram os vários “paesi”  – cidades italianas – para enfrentar a dureza da vida no campo no Sul do Brasil, onde eram proibidos de falar o dialeto vêneto, a língua italiana do nordeste da Itália. 

"Nostra Terra Brasilis" é uma produção da TV Brasil que foi levada ao ar esta semana. Ela mostra um pouco da história da imigração no Rio Grande do Sul e a cultura que se formou em parte do Estado gaúcho a partir da vinda dos italianos vênetos. 



https://www.youtube.com/watch?v=GEHZphQNJ6Y