domingo, 12 de outubro de 2014

A verdade que Dilma quer transformar em mentira

"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade". Parece que esta frase do Ministro da propaganda Nazista, Joseph Goebbels, mais uma vez é a fonte de inspiração para a campanha eleitoral do PT. 
O PT afirma que o atual adversário, Aécio Neves (PSDB), vai acabar com tudo o que há de bom no Brasil, o que, convenhamos, é um modo bastante irracional de se fazer campanha. Pregam a mentira para impor o medo e, assim, se sustentarem no poder por mais 4 anos - uma verdadeira ditadura mascarada de democracia. 
Mas este artigo que compartilho abaixo traz à luz aquilo que Dilma e o PT querem esconder ou distorcer. Boa leitura: 

A história de êxito que Dilma quer destruir


Os oito anos da era FHC foram marcados por 4 crises internacionais. Ainda assim, a economia cresceu a taxas muito próximas dos países comparáveis e sustentou uma inflação cadente, que apenas voltou a ficar pressionada na iminência da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A candidata Dilma resolveu fantasiar sobre o quadro econômico do governo FHC. Insiste em repetir que o PSDB teria “quebrado o país em três ocasiões”, quando os dados são muito claros. Até as pedras sabem, presidente Dilma, que o país só pôde crescer mais de 4%, no governo Lula, porque FHC deixou uma herança bendita:
- a consolidação da estabilização monetária;
- a abertura da economia;
- o ajuste das contas públicas;
- as privatizações;
- a atração de investimentos externos para fins produtivos;
- a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal;
- o saneamento do sistema financeiro (com o Proer);
- a renegociação da dívida dos estados;
- a liquidação dos bancos estaduais;
- a criação do Bolsa Escola, que já atendia a 22 milhões de pessoas;
- a instituição do regime de metas para a inflação e tantos avanços na área econômica e da área social que poderíamos continuar a listar.
Uma árvore foi plantada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo PSDB. Era frondosa e dava muitos frutos. O presidente Lula soube colhê-los, rapidamente, mas a presidente Dilma preferiu não mais cultivá-la e, pior, nada plantou em seu lugar.

Leia o post A história de êxito que Dilma quer destruir na íntegra no blog do Salto (http://blogdosalto.wordpress.com/2014/10/11/a-historia-de-exito-que-dilma-quer-destruir/) 

sábado, 11 de outubro de 2014

Governo novo e ideias novas, sim, mas com um novo presidente

"Governo novo, ideias novas": esse é o slogan da campanha "NaziPetista" (termo utilizado pelo historiador Villa). Até o PT reconhece que precisa de ideias novas, isso porque o modo petista de governar não está agradando nem ao povo, nem a eles mesmos. Porém, o partido não tem competência e nem coragem para mudar e acusam de ser golpistas aqueles que apresentam propostas para um novo Brasil. Nesse caso, o desejo pela mudança não é golpe, é sim um fator que faz parte do processo democrático, da livre escolha do cidadão garantida pela Constituição. Jogar sujo para se sustentar no poder, mais do que golpe, é ditadura. Após 12 anos de um mesmo governo, cansado e corrupto, a mudança se apresenta não apenas como uma vontade do povo, mas como uma necessidade para o exercício da Democracia. Governo novo e ideias novas, sim, mas com um novo presidente. Espero que o Gigante não tenha adormecido novamente. ‪#‎ForaDilmaELeveOPTJunto‬

Prof. Josimar Tais

sábado, 4 de outubro de 2014

Muda Brasil

Amanhã é o dia da mudança. Vamos dar um novo rumo ao nosso país! É a chance de fazer valer tudo o que foi contestado nas manifestações do ano passado.
Talvez seja uma utopia pensar que a corrupção será aniquilada, mas não podemos desistir de dar dignidade a esta Pátria. Os gritos de "basta de corrupção" praticamente já se tornaram sinônimo de "Ordem e Progresso", por isso não podem ser abafados agora. Eles têm de ecoar amanhã nas urnas!
Não podemos mais aceitar que um partido governe pensando na sustentação do poder e dos privilégios dos seus governantes. Não vamos permitir a permanência de um partido que dizia lutar pelos trabalhadores, mas que desde quando se instalou na presidência montou uma máfia que se especializou em roubo dos cofres públicos, transferindo para seus bolsos o dinheiro dos mesmos trabalhadores a quem eles afirmavam representar. Não vamos reeleger um governo que dá com colher, mas tira com uma concha. Um governo que mente quando diz que a economia está crescendo, que a inflação está sob controle, que a miséria foi eliminada, que a Educação avançou (essa é piada) e blá blá blá. Você sabe que tudo isso NÃO é verdade.
Precisa-se pensar muito bem antes de registrar o voto. Segundo o jornalista Alexandre Garcia, o que se viu nas campanhas eleitorais foi "um vale tudo emocional sem racionalidade, um horror; mentiras fáceis de se perceber, mas só pela minoria bem informada... É uma coisa bem bolivariana que se especializou nisso, no velho populismo de mentiras que são douradas e as pessoas acreditam. Para o senador Cristóvam Buarque, "ninguém pode criar regras para impedir a mentira nas campanhas. A única maneira de abortar a corrupção eleitoral da mentira é educar o eleitor. Eis a maior das corrupções da política no Brasil: o desprezo à educação de nossas crianças e, consequentemente, à da população. A esperteza praticada pelo político é a mãe da corrupção, o pai é o desconhecimento do eleitor. Talvez, por isso, a esperteza não trabalhe para eliminar o desconhecimento". 
Diante disso tudo que nos incomoda enquanto cidadãos e patriotas, pensemos muito bem antes de votar, antes de reeleger os que aí estão. Garcia conclui seu comentário alertando para "votar com a sua consciência [...] ainda que você tenha que escolher o menos ruim". #VotoConsciente #ForaDilma #MudaBrasil

Prof. Josimar Tais 






 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

PIBinho retrata o fracassado governo Dilma

Em 2002 o povo brasileiro quis mudanças. Cansou do governo que diziam ser "elitizado" da direita e apostou nas falácias populistas do metalúrgico malandro e demagogo (para não dizer enganador) da esquerda. Com um discurso apelativo contra as privatizações, a estrela do Lula brilhou e o Brasil deu o primeiro passo a uma ditadura petista marcada pela desmoralização dos direitos constitucionais e pela corrupção. 

Lula colheu bons frutos da semeadura do FHC. Se apoderou de iniciativas sociais e econômicas implantadas pelo governo anterior, rebatizou programas e acabou levando os louros. Foi reeleito e conseguiu projetar a sua sucessora, Dilma. Hoje, esta pleiteia a sua reeleição para continuar à frente do governo de um país que clama novamente por mudanças, desta vez bem mais incisivas e urgentes, o que comprova que a escolha feita em 2010 não foi certeira.

Dilma é um fracasso como presidente: escândalos de corrupção abalaram a política brasileira; negócios malfeitos agravaram a crise econômica e catapultaram a inflação, como a compra da refinaria de Pasadena e a má administração da Petrobras; privatizações (antes tão criticadas pelo partido) agora se tornaram o vício do governo petista. Dilma teve de lançar um pacote de concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos para tentar sanar as deficiências de infraestrutura do país. (Veja aqui a cronologia das privatizações de Collor a Dilma)

Os investimentos estrondosos em estádios de futebol para a copa revoltaram a população, mas se tem uma coisa que Dilma reproduz muito bem o que aprendeu com seu "mestre" é mentir. Vejam só: o pronunciamento da dita cuja em rede nacional às vésperas do início da competição desportiva mundial serviu para indignar ainda mais qualquer cidadão minimamente esclarecido. Na ocasião, Dilma teve a audácia de criticar aqueles que afirmam que os recursos usados em obras para a Copa deveriam ser aplicados na saúde e educação. Ela afirmou que de 2010 a 2013, o valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o valor investido nos estádios. Só pode ser piada. Um descaso com o cidadão pagador de impostos e eleitor. Se esse investimento que ela afirma ter sido aplicado nestas áreas, realmente existisse, o que justifica, então, as filas para atendimentos em hospitais e a 38ª colocação em educação entre 40 países avaliados? E a taxa de luz, que ia abaixar e logo em seguida aumentou? Sem falar nos juros e cobrança de impostos que só aumentam para tentar controlar a inflação!

Esta semana foi anunciado o mixo crescimento do PIB projetado para 2014, resultando em uma das menores médias do PIB da História republicana do Brasil. Segundo o site publikador.com, Dilma supera Collor (1990-1992) e Floriano Peixoto (1891-1894), empata com Venceslau Brás (1914-1918) e ganha o título de terceira pior média de crescimento econômico em toda a História da nossa República, iniciada em 1889.
 
Ainda conforme publicação do mesmo site, um governo, por mais democrático ou opressor que seja, consegue se manter firme se há uma perspectiva econômica positiva. Momentos de ruptura, como a Revolução Francesa, Revolução Russa (1917), Golpe Civil Militar (Brasil – 1964), ‘Queda’ do Regime Militar (Brasil – 1985), Queda do Muro de Berlim (1989), são momentos em que a perspectiva econômica era negativa, como atualmente. Tal perspectiva negativa é um fenômeno Global, vide a Primavera Árabe, os Protestos na Venezuela, Ucrânia, Grécia, Turquia, Portugal, Espanha e Brasil. Porém, em países em que os processos gerenciais e administrativos são modernos ou estão se modernizando, como a Alemanha, a Coreia do Sul e o nosso vizinho Peru, a economia está relativamente muito boa.

O gráfico abaixo parte do governo de Vargas ao atual e deixa bem claro o fiasco que está sendo a terceira parte da ditadura petista no que diz respeito ao crescimento econômico. 




Sim, nos tornamos a 7ª maior economia do mundo. Porém, é importante frisar que esta conquista não aconteceu de uma hora para outra. Ela resulta de um processo longo, iniciado, logicamente, pela implantação do Plano Real, tendo sequência pelos governos que se sucederam. A tendência é que o Brasil continue se desenvolvendo, e potencialidade para isso é o que não falta. Só precisamos estar bem administrados. O que se nota no gráfico, no entanto, é que estamos rumando à estagnação e logo seremos ultrapassados por outras nações que têm um ritmo de crescimento mais acelerado.
material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,projecao-de-crescimento-do-pib-em-2014-cai-para-1-24-na-pesquisa-focus,1512806O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,projecao-de-crescimento-do-pib-em-2014-cai
  
De acordo com o que foi publicado no Estadão, a projeção de crescimento do PIB para 2014 caiu de 1,44% para 1,24%. Este índice ficará abaixo da média mundial de crescimento, que é de 2,8% no ano. O nosso desempenho será inferior aos de alguns vizinhos latino-americanos, dos emergentes asiáticos e dos gigantes China (7,3%) e Índia (5%). O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link: O México,http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,brasil-nao-vai-conseguir-acompanhar-o-crescimento-mundial-em-2014-e-2015,185522e

Faz-se necessário, sobretudo, informar que, em termos de distribuição de renda, ocupamos somente a 80ª posição, e isso o governo Dilma não propaga, sendo que o PIB per capita é um critério muito mais confiável para medir a distribuição de renda de um país do que o acúmulo total do PIB. Bem espertinha, não é?

Diante disso tudo, próximos a termos como resultado anual um PIBinho que retrata o fraco e incapaz governo Dilma, temos a grande chance de mudar a realidade do nosso país. O próximo presidente deverá aceitar o desafio de recuperar a nossa economia devastada pelo PT, a exemplo do que ocorreu após o impeachment do Collor. 

As eleições se aproximam e será na urna que poderemos dar o mais alto grito de protesto: um basta à corrupção, um basta à enganação ao povo, um basta à esta ditadura disfarçada de democracia. Um país que tem um potencial extraordinário para crescer não pode ficar acorrentado aos interesses de um partido mafioso que usou dos trabalhadores para se firmar no poder. Não podemos admitir este golpe contra a dignidade do cidadão brasileiro. O suor, o esforço e a dedicação do povo merecem ter seu valor, seu reconhecimento e uma recompensa justa. Está chegando a hora da mudança! #ForaDilma 



Professor Josimar  

Fontes pesquisadas:
http://oglobo.globo.com/brasil/dilma-faz-pronunciamento-com-mensagem-para-selecao-estamos-todos-juntos-12800636
http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/11/22/de-collor-a-dilma-veja-o-que-cada-presidente-privatizou/
http://www.publikador.com/politica/samuelviana/2014/06/3-motivos-para-declarar-a-candidatura-dilma-morta/ 
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,projecao-de-crescimento-do-pib-em-2014-cai-para-1-24-na-pesquisa-focus,1512806
http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,brasil-nao-vai-conseguir-acompanhar-o-crescimento-mundial-em-2014-e-2015,185522e 

sábado, 7 de junho de 2014

6ª Magnalonga em Rodeio: tradição e sucesso



Foi realizada no dia 1º de junho a 6º edição da Magnalonga, promovida pelo Circolo Trentino di Rodeio.
Magnalonga é uma caminhada gastronômica e cultural inspirada no evento de mesmo nome que acontece em Trento-Itália. Em Rodeio, sua primeira realização aconteceu em 2005, em razão das comemorações pelos 130 anos da imigração italiana. De lá para cá, ela vem sendo realizada a cada 2 anos e já se tornou um grande evento das nossas tradições.
A 6ª Magnalonga foi percorrida num trajeto de cerca de 4 km e contou com um número recorde de público (próximo a 500). Além do prestígio dos rodeenses, ressalta-se a presença dos parceiros dos Circolos Trentinos de Brusque, Gaspar, Gasparim, Guabiruba, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Taió, e participantes vindos da Argentina, de Ascurra, Balneário Camboriú, Blumenau, Cuba, região da Grande Florianópolis, Indaial, Itapema, João Pessoa, Presidente Getúlio, Rio dos Cedros, São Francisco do Sul, São Paulo, Timbó e demais localidades.
Antes da largada para a caminhada, foi feita a colazione, café da manhã com uma mesa farta e diversa preparada pela eficiente associação do bairro Glória. A caminhada, sempre animada pela música italiana e acompanhada pela carretela del vin da San Michele, foi percorrida nas ruas do bairro Glória até o centro, passando também pelo bairro São Pedro Velho, sendo finalizada na Sociedade Antares onde houve il pranzo (almoço). Ao longo do percurso os participantes foram contemplados com exposições e apresentações culturais, petiscos, aperitivos e brindes oferecidos pelos moradores, instituições, comércios e indústrias.
O Circolo Trentino di Rodeio sente-se engrandecido pelo notável sucesso desta edição e agradece a todo o público e aos colaboradores pela importante participação. 



quarta-feira, 21 de maio de 2014

12ª Semana Nacional de Museus no município de Rodeio/SC



        A Semana Nacional de Museus acontece anualmente para comemorar o Dia Internacional de Museus (18 de maio), quando os museus brasileiros desenvolvem uma programação especial em prol dessa data. O tema norteador dos eventos é o proposto pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Neste ano, a 12ª edição contou com 1.337 museus inscritos, sendo 103 de Santa Catarina. 

De 12 a 18 de maio, instituições museológicas desenvolveram atividades em torno do tema Museus: as coleções criam conexões. As coleções são a semente dos museus, e logo deles se tornam corpo e alma. Fazem com que o conhecimento se enriqueça e se amplie no diálogo com os elementos recolhidos e reunidos como testemunhos vivos da arte, da história, da ciência e da vida.

Diante disso, o Museu dos Usos e Costumes da Gente Trentina, convidado pelo IBRAM e promovido pelo Circolo Trentino di Rodeio, elaborou atividades que foram desenvolvidas nos dias 17 e 18 de maio, contemplando a visitação guiada e culminando com a realização do Seminário “O Museu Trentino e a Comunidade”.

Nas épocas comuns do ano, o museu costuma atender grupos de estudantes e turistas da região do Vale do Itajaí, do Brasil e internacionais (especialmente italianos), mediante agendamento. Neste ano, tomou-se a iniciativa de abri-lo ao público geral um final de semana por mês.

Cabe esclarecer que o referido museu é particular, mantido pelo Circolo Trentino di Rodeio – uma instituição sem fins lucrativos que agrega associados que têm em comum a origem trentina ou simpatia por esta, tendo em vista que o município de Rodeio/SC foi colonizado e fundado pelos imigrantes vindos do Norte da Itália a partir de 1875. – Dessa maneira, os associados contribuem voluntariamente na sua manutenção e na organização de eventos.

O seminário teve como objetivo demonstrar a importância do Museu para o salvaguardo da História, da Cultura e da Memória da gente rodeense, contextualizando a vinda dos imigrantes para esta terra com as marcas por eles deixadas. Através dessa discussão, propôs-se o entendimento mais amplo acerca da ligação entre passado e presente, elucidando a conexão recíproca do acervo do Museu Trentino com a história do povo de Rodeio, provando dessa maneira que somos protagonistas do processo construtivo e evolutivo da história.

O Seminário foi desenvolvido em etapas: na primeira, a Professora Iracema Moser Cani relatou a história da imigração europeia na Colônia Blumenau, enfatizando a saga trentina e a cultura italiana presente até hoje em Rodeio. No segundo momento, o Diretor do Museu, senhor Adimir José Tomelin, narrou o processo de instalação do museu, a coleta e conservação das peças e a situação atual do prédio que abriga o acervo. Por fim, o Mestre em Educação, Professor Nilton Bruno Tomelin, abordou o papel educativo do museu, ressaltando que este é um espaço de conhecimento da própria identidade, de propagação da cultura e de promoção do ensino de forma prática e interativa, porém, que ainda falta incentivo, seja por parte dos próprios docentes como do poder governamental, para atender esta finalidade.

Representantes do poder público e de instituições religiosas, professores e diretora de escola, lideranças comunitárias e demais interessados na temática interagiram com os ministrantes expondo as suas opiniões e sugestões. Dos oportunos debates surtiram propostas a fim de melhorar o atendimento, adequar a estrutura física do museu e aperfeiçoar os espaços e a exposição do acervo, buscar recursos através de parcerias com outras entidades, promover e divulgar novas atividades.

Em suma, a programação do Circolo Trentino di Rodeio em prol da 12ª Semana Nacional de Museus pode ser considerada um sucesso. Houve uma expressiva participação do público que contribuiu grandemente para que esta iniciativa se tornasse marcante para a história do próprio museu, colaborando também para a difusão do nome da instituição e tornando a sua imagem mais visível e prestigiosa. Ter parado para refletir acerca do passado e presente do museu contribuiu para novas e boas expectativas em relação ao seu futuro. 

O presidente do CT Rodeio, Thiago Testoni, fez a abertura do Seminário

Exibição do documentário sobre a História e a Cultura de Rodeio

Palestrantes: Iracema, Nilton e Adimir

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Censurado: compositores X censores na Ditadura Militar

Durante este mês muito se tem falado e noticiado sobre o Golpe que deflagrou a Ditadura Militar no Brasil. Ocorrido há 50 anos, o golpe conduziu o país a 21 anos de repressão e medo, inibindo a liberdade em todas as suas faces. Comunistas, sindicalistas, democráticos, jornalistas, músicos, professores, artistas, todos estas classes somadas a outras tornaram-se alvos da censura estatal instalada pelo governo militar. 

A produção cultural sofreu muito com os anos de chumbo. Peças teatrais, filmes, telenovelas, obras literárias, músicas são manifestações artísticas e culturais que expressam a opinião de quem os produz e provocam uma reflexão em quem as aprecia. Por isso, nem tudo o que era pensado podia ser publicado, principalmente se o conteúdo criticava a situação vivida. É fato, porém, que muitos produtores conseguiram burlar os censores e depositaram críticas mascaradas por metáforas em suas criações. Exemplo notório é a safra da Música Popular Brasileira da época, que nas entrelinhas das suas letras continham o inconformismo diante da ditadura, das torturas, da exploração, do desemprego, do preconceito e de tantas outras questões inerentes àquele contexto social.

As armas reprimiam os movimentos populares, podiam amordaçar a boca, amarrar pernas e braços, mas não tinham o poder de abortar ideias, de coibir o pensamento das grandes mentes como as de Caetano Veloso, Gonzaguinha, Raul Seixas, Zé Ramalho, Gilberto Gil, Renato Russo, Milton Nascimento e Geraldo Vandré, mas que vetou até canções popularescas e bregas.

O blog Virtuália - O Manifesto Digital, nos traz um post que trata da censura do período militar, institucionalizada com a promulgação do AI-5, em 1968. O texto se refere à censura da MPB que a partir do AI-5 "sofreu amputações de versos em várias das suas canções, quando não eram totalmente censuradas".

Antes de os conduzir ao blog, cabe instigar a leitura a partir desse resumo. 

Resumo da postagem "A Música e a censura da Ditadura Militar", de Jeocaz Lee-Meddi


     Em 1968, os estudantes continuavam a ser os maiores inimigos do regime militar. Reprimidos em suas entidades, passaram a ter voz através da música. 

     A Música Popular Brasileira começa a atingir as grandes massas. Movimentos como a Tropicália, com a sua irreverência mais de teor social-cultural do que político-engajado, passou a incomodar os militares. 

     Músicas de protesto e de cunho que pudesse extrapolar a moral da sociedade dominante e amiga do regime também foram censuradas. Antes mesmo de deflagrado o AI-5, alguns representantes incipientes da MPB já eram vistos pelos militares como inimigos do regime. No entanto, os tropicalistas estavam mais próximos dos acontecimentos do Maio de 1968 em Paris, do que das doutrinas de esquerda que vigoravam na época, como o marxismo-leninismo soviético e o maoísmo chinês. Mas os militares não souberam identificar esta diferença, perseguindo Caetano Veloso e Gilberto Gil pela irreverência constrangedora que causavam. O resultado foi a prisão e o exílio dos dois baianos em Londres, de 1969 a 1972. 

     Geraldo Vandré tornou-se o inimigo número um do regime militar. A sua canção “Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)”, tornou-se um hino contra a ditadura militar, mas ficou proibida de ser cantada e executada em todo país. Só voltaria a ser ressuscitada em 1979, após a abertura política e a anistia. Perseguido pelo regime, Geraldo Vandré esteve exilado de 1969 a 1973.


     Taiguara, foi um dos cantores que mais se opôs a repressão da ditadura militar. Sua obra pagou o preço da perseguição e da censura. Deparou-se com a atenção da censura em 1971, que esteve atenta às canções do álbum “Carne e Osso”. Em 1973 teve 11 músicas proibidas.Foi exilado em Londres. 

     No período que durou a censura e o regime militar, Chico Buarque foi o compositor e cantor mais censurado. A sua obra sofreu respingos da censura em todas as vertentes, tanto nas canções de protesto, quanto nas que feriam os costumes morais da época. Ficou exilado na Itália de 1969 a 1970. Em 1973, a música “Cálice” (Chico Buarque – Gilberto Gil), foi proibida de ser gravada e cantada. Gilberto Gil desafiou a censura e cantou a música em um show para os estudantes, na Politécnica, em homenagem ao estudante de geologia da USP Alexandre Vanucchi Leme (o Minhoca), morto pela ditadura. Ainda naquele ano, no evento “Phono 73”, festival promovido pela Polygram, Chico Buarque e Gilberto Gil tiveram os microfones desligados quando iriam cantar “Cálice”, por decisão da própria produção do show, que não quis criar problemas com a ditadura.

     Em 1974 a censura não dá tréguas ao artista. Impedido de gravar a si mesmo, Chico Buarque lança um disco, Sinal Fechado (1974), com composições de outros autores. Diante de tantas canções vetadas, a sofrer uma perseguição acirrada, Chico Buarque cria os pseudônimos de Julinho da Adelaide e Leonel Paiva. É sob o heterônimo do Julinho da Adelaide que a censura deixa passar canções de críticas inteligentes à ditadura, lidas nas entrelinhas: “Jorge Maravilha”, que trazia o verso “Você não gosta de mim mas sua filha gosta”, que era lida como uma referência ao então presidente Geisel, cuja filha Amália Lucy, teria dito em entrevista, que admirava as canções do Chico Buarque. Outra canção vetada de Chico Buarque foi “Tanto Mar”, uma homenagem do artista à Revolução dos Cravos em Portugal. Por ter sido uma revolução considerada socialista, a canção foi proibida.

     Quando o AI-5 foi extinto, em 1978, Chico Buarque vingou-se dos anos de censura, gravou “Cálice”, regravou “Apesar de Você”, além de criar músicas provocantes, que afrontavam à moral da época, como "Folhetim", que descrevia uma prostituta, ou “Geni e o Zepelim” e “Não Sonho Mais”, temas de dois travestis, Genivaldo da peça “A Ópera do Malandro” e Eloína, do filme “A República dos Assassinos”, respectivamente.

      Em 1973, Raul Seixas teria 18 composições vetadas pela censura.

     Sérgio Bittencourt, jornalista e compositor, filho de Jacob do Bandolim, em 1970, teve a sua música “Acorda, Alice”, proibida pela censura da ditadura militar por causa do verso “Acorda, Alice/ Que o país das maravilhas acabou”.

     Rita Lee teve as músicas “Moleque Sacana” (Rita Lee e Mu) e “Gente Fina” (Rita Lee) censuradas, a primeira por causa da palavra sacana, considerada obscena, a segunda porque poderia ferir os bons costumes da época.

     Carlos Lyra sentiu o gosto da censura com a sua música “Herói do Medo”, proibida por causa dos versos "odeio a mãe por ter parido" e "o passatempo estéril dos covardes". Carlos Lyra não alterou o conteúdo da letra, preferiu sair do país.

     Belchior, que durante muito tempo foi considerado autor marginal, teve a música “Os Doze Pares de França” (Belchior – Toquinho) censurada, porque para os censores, os autores vangloriavam a França, fazendo dele um país melhor para se viver do que o Brasil. Também a canção “Pequeno Mapa do Tempo” (Belchior), de 1977, uma crítica implícita ao regime, por causa dos versos "eu tenho medo e medo está por fora" e "eu tenho medo em que chegue a hora, em que eu precise entrar no avião", uma alusão ao exílio, os censores concluíram que a música trazia mensagem de protesto político.

     Como já se pôde observar, a censura da ditadura militar não obedecia a nenhum critério. Qualquer ameaça não só ao regime por ela imposto ao país, como à sociedade conservadora que a ajudou a ascender ao poder e nele continuar por mais de duas décadas era vetada. Vestido de uma moral hipócrita, o regime militar barrava qualquer obra que suspeitasse ofender à moral, ou que se mostrasse obscena a essa moral. Portanto, é importante notar que a censura não vinha só do regime militar, mas da sociedade que apoiava este regime.

     Dentro de um processo repressivo, todos os argumentos tornam-se incoerentes, a razão é substituída pela força bruta. A censura não constrói uma lógica, muitas vezes ela percorre movida pelas decisões pessoais dos censores. Para manter as necessidades de uma ditadura, a censura fazia parte da arma de propaganda do estado repressivo, podava a liberdade de expressão, principalmente as que feriam os princípios que justificam um governo ilegítimo, emanado da força, da opressão e da traição aos princípios da democracia.


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