quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

30 anos da Nova República no Brasil

Tancredo de Almeida Neves
(4 de março de 1910 — 21 de abril de 1985)
Há 30 anos o Brasil voltou a ser um país democrático. Após 21 anos de Ditadura Militar (1964 - 1985), no dia 15 de janeiro de 1985 o Congresso anunciava o novo presidente, um civil: Tancredo de Almeida Neves.

A euforia foi grande. A vitória da Democracia triunfara em meio aos sentimentos de esperança e alívio depois de duas décadas sob chumbo (repressão e censura).

Àquela altura, o desejo da população em relação à política era de que ocorressem mudanças. E a mudança veio na personificação de Tancredo. O movimento pelas "Diretas Já" representou um passo importante em busca do direito ao voto direto também para presidente. Mas tal reivindicação foi adiada e aquelas eleições ocorreram de forma indireta. 

Apesar da contrariedade entre o desejo do povo e os interesses dos militares, senadores e deputados concretizaram o sonho da reabertura à Democracia. Naquela oportunidade, o Colégio Eleitoral de fato representou a maioria dos brasileiros e, com 480 votos, Tancredo Neves derrotara Paulo Maluf (180) nas eleições presidenciais. Um civil ocupara a presidência, fato que não ocorria desde as eleições livres de 1960: “Reencontramos, depois de ilusões perdidas e pesados sacrifícios, o bom e velho caminho democrático", considerou o presidente eleito.

No discurso proferido após o resultado, Tancredo salientou: 

“Esta foi a última eleição indireta do país. Venho para realizar urgentes e corajosas mudanças políticas, sociais e econômicas indispensáveis ao bem-estar do povo. Não foi fácil chegar até aqui. Nem mesmo a antecipação da certeza da vitória, nos últimos meses, apaga as cicatrizes e os sacrifícios que marcaram a história da luta que agora se encerra”. 
  
Tancredo já era um político com vasto currículo: foi vereador da sua cidade mineira, São João del Rei;  deputado estadual, federal e senador; foi Ministro da Justiça e Negócios Exteriores do governo Vargas;  articulou a candidatura de JK; com a renúncia do presidente Jânio Quadros, houve a instauração do regime Parlamentarista e Tancredo fora nomeado primeiro-ministro; ainda nos primeiros anos da Ditadura Militar liderou o Movimento Democrático Brasileiro (MDB); foi governador de Minas Gerais e participou ativamente da luta pelas Diretas Já. Foi escolhido candidato da coligação oposicionista, a "Aliança Democrática", para concorrer à presidência. 

A vida política de Tancredo sempre foi pautada na retidão e honestidade. Era conhecido por seu carisma e sua qualidade de conciliador. Tinha facilidade em criar acordos políticos e era articulado em seus discursos.  Um verdadeiro estadista que lutou pelo bem do Brasil, não pela força da guerrilha, mas com as armas da diplomacia. 

No dia 14 de março, véspera de tomar posse, Neves foi internado às pressas, vindo a falecer aos 21 de abril de 1985. Com esta fatalidade, sucedeu-se a posse do vice-presidente, José Sarney, para decepção de grande parte das oposições políticas (Sarney havia sido presidente da Arena, partido que dava sustentação ao regime militar, mas ingressou no PMDB com vistas na sua candidatura na chapa de Tancredo). Mesmo não tendo tomado posse, Tancredo tem seu nome no rol de presidentes da República Federativa do Brasil.

Em 2012, na minha viagem à MG,
visitei o túmulo onde está enterrado Tancredo
(ao lado esquerdo, a esposa Risoleta)
(Foto do autor)

 A eleição presidencial seguinte ocorreu no ano de 1989. Nela, disputaram no 2º turno Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, sendo Lula o derrotado da primeira eleição com voto popular após a ditadura.

Apesar do acaso que envolveu Tancredo, o caminho democrático estava aberto e a esperança não morreu com ele. O Brasil foi conduzido a um modelo político já vigoroso em muitos países neoliberais. Os brasileiros foram lentamente se adaptando ao novo cenário e foi-se aprendendo a lidar com o poder de decisão dado através do voto. Erros e acertos fizeram parte das escolhas, mas o simples direito à escolha é o que dá sentido à Democracia. 

A Constituição Federal de 1988 consolidou esta conquista e ampliou os direitos dos cidadãos brasileiros.  

A Democracia dá voz à todos, mas nela, quem vence, é a maioria. Pode ser que nem sempre a maioria esteja certa, mas viver democraticamente é saber aceitar e respeitar a escolha majoritária.

No Brasil, a Redemocratização foi a escolha de uma maioria contra o regime opressor. Por isso, se hoje celebramos esta conquista que deu início à Nova República, precisamos vivê-la, e não apenas conviver com ela. Isto incide em sermos participantes.

Hoje temos total liberdade para criticar, discutir acerca da vida política do nosso país. Podemos (embora que ainda seja um dever) votar e, se quisermos, nos candidatarmos. Os conselhos setoriais, a associação de moradores, os sindicatos e assembleias são espaços que oportunizam o exercício da nossa cidadania.

Movimentos sociais como o que conduziu à renúncia de Collor e as manifestações de 2013 são também exemplos claros da participação popular, porém, mais forte do que isso é o voto consciente, é o político honesto, é o trabalhador que faz o melhor pela sua comunidade, é o cidadão que cumpre os seus deveres...

Tancredo Neves foi o "mensageiro da liberdade" e deixou sua marca positiva na História. Porém, hoje, 30 anos depois da redemocratização, a palavra de ordem volta a ser "mudança". Foi esta a palavra mais pronunciada na campanha política de 2014 e é este o anseio da maior parcela da população. Muitas vezes, mudar é sinônimo de progredir.

Seria muito apropriado que a mudança partisse de uma reforma política, senão, contraditoriamente, acabaremos prisioneiros da própria liberdade de escolha, vítimas da nossa democracia. 

Professor Josimar Tais

Solar dos Neves: construção do século XIX onde residiu o Presidente da República,
Tancredo de Almeida Neves, entre 1957 e 1985. (Foto do autor)


Fontes:
 http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/ex-presidentes/tancredo-neves/biografia 

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/01/ha-30-anos-tancredo-era-eleito-e-comecava-nova-republica.html


Postagens relacionadas:

Censurado: compositores X censores na Ditadura Militar 

Métodos de tortura usados na Ditadura Militar no Brasil

A Ditadura Militar e a censura das telenovelas

A Constituição de 1988 e as outras Constituições que o Brasil já teve


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Centenário da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas

As 3 pioneiras: Maria Avosani, Amábile Avosani, Liduína Venturi

2015 será um ano marcante para a cidade de Rodeio: serão completados 140 anos da imigração italiana. Intimamente ligado a este fato, o Circolo Trentino di Rodeio completará 40 anos de atividades que buscam aproximar a cidade com as suas origens trentinas e manter e divulgar a cultura legada dos colonos pioneiros. Outro acontecimento relevante e que neste post se dará destaque, é o Centenário da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, comemorado no dia 14 de janeiro.

A origem da Congregação está atrelada a uma característica bastante forte dos colonizadores, transmitida aos seus descendentes e que perpetua até hoje na cultura do povo rodeense: a religiosidade.

Ainda nos primórdios da colonização, iniciada em 1875, fazia-se necessária a atuação de professores para a formação dos filhos dos imigrantes que deveriam saber, pelo menos, ler e escrever. O empecilho é que os professores vindos com a imigração começaram a demitirem-se, não havendo substitutos. O problema logo foi solucionado: nas capelas provisórias,  desde 1880, funcionavam as escolas também provisórias e os colonos mais instruídos ensinavam as primeiras lições aos filhos dos outros colonos. A base da instrução era fundamentalmente catequese e alfabetização. As escolas, portanto, eram mantidas pelas comunidades e sob a responsabilidade do pároco local.
 
Em 1893 os moradores de São Virgílio e Santo Antônio começaram a erigir suas próprias capelas e escolas. Pouco mais tarde, em 16 de julho de 1905, instalou-se o Convento das Irmãs da Divina Providência para a instrução das crianças e assistência aos doentes. Estas possuíam uma farmácia e o Colégio "Menino Deus" ficava no prédio onde atualmente se encontra a sede do Circolo Trentino. A farmácia era ao lado, mas o seu prédio foi demolido.

Prédio do antigo Colégio Menino Deus, hoje sede do Circolo Trentino di Rodeio
 
As Irmãs da Divina Providência assumiram a Escola Paroquial Italiana cujas primeiras mestras foram: Irmã Eulógia e Irmã Clemência Beninca. Na capela de São Virgílio os primeiros mestres foram: Vimercati, senhora Ropelato, Savério Bogo e Giuseppe Sevegnani, seguidos depois pelas Irmãs Catequistas. Na Capela de Santo Antônio, os primeiros mestres foram: Giuseppe Zaniuca, Giuseppe Sevegnani e Adolfo Negherbon até a chegada das Irmãs Catequistas.

Em 1894 havia sido fundada a primeira residência dos Padres Franciscanos que servia como escola também. O primeiro Mestre-Escola da Escola Paroquial foi o Irmão leigo Frei Germano Munsick e a direção era sempre dos Franciscanos. A Igreja Matriz foi oficialmente inaugurada em 4 de junho de 1899 adotando como patrono "São Francisco de Assis”. Percebe-se a importância e a influência dos padres franciscanos na educação e na organização do povo. A Igreja era o esteio espiritual e social.

Contudo, persistia a carência de professores para o ensino escolar e catequético em Rodeio e região. Buscando solucionar o fato, Frei Polycarpo Schuen e Frei Modestino Oecktering recorreram à Pia União das Filhas de Maria e a Ordem Franciscana Secular. De lá veio a resposta: um SIM que ecoa há cem anos.

Após a reunião, três moças filhas de imigrantes se prontificaram a atender o apelo do Frei Polycarpo. Eram elas: Amábile Avosani, Maria Avosani e Luduína Venturi. Religiosamente falando, elas ouviram o chamado de Deus para atuarem como professoras e catequistas nas escolas estaduais e comunidades, deixando a família e o lar.

A partir de então, as abnegadas foram acolhidas temporariamente no Colégio “Menino Deus" das Irmãs da Divina Providência. Irmã Clemência Beninca as tomou sob seus cuidados, a pedido de Frei Polycarpo, e as preparou para a Vida Apostólica.

Amábile, depois de dois meses de preparação no Convento “Menino Deus”, partiu para Aquidaban, hoje município de Apiúna, no dia 04 de agosto de 1913, para trabalhar junto ao povo e foi morar na casa da família do Sr. Luiz Cerutti, que Frei Modestino Oecktering, autor da ideia de colocar mulheres para trabalhar como professoras nas escolas, já havia providenciado, distante dois quilômetros da escola. No ano seguinte, Amábile se hospedou na casa do Sr. Giovanni (João) Cereale. Em 1915 foi morar na casa que o povo lhe fez junto à escola. 

Maria Avosani e Liduína Venturi, em 1914, permaneceram seis meses no Convento “Menino Deus”, preparando-se com a Irmã Clemência. 

No dia 14 de janeiro de 1915, Frei Polycarpo partiu acompanhado das três moças para a localidade de São Virgílio, em Rodeio. Antes de apresentá-las à comunidade, Frei Polycarpo perguntou-lhes: "Então, minhas filhas, vocês me prometem ficar ao menos um ano?" A resposta de Maria foi: "Um ano, não, padre. Nós queremos ficar sempre!"  

Na comunidade de São Virgílio foi que então assumiram os trabalhos escolares e comunitários. Hospedaram-se na casa do Sr. Giosepe Tambosi, que Frei Polycarpo, conhecido como fundador da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, havia-lhes providenciado. A casa, como em Apiúna, também ficava a dois quilômetros da escola e elas iam dar as aulas, todos os dias, a pé e descalças. Um grupo de crianças sempre as acompanhava, curiosas para saber que histórias iriam ouvir no dia e com sede de aprender.

Tanto em São Virgílio como em Apiúna, as famílias que as acolheram em suas casas eram numerosas e elas passaram a conviver como filhas, ajudando em todos os trabalhos da casa, inclusive os da roça, para o seu sustento.

Na casa em São Virgílio, as Irmãs Maria Avosani e Liduína Venturi moraram por dois meses, até que ficassem prontos dois cômodos junto à escola.

No centro esquerdo Irmã Clemência e centro direito Irmã Ambrosina. Lado esquerdo: Frei Polycarpo. Lado direito: João Cereale. Grupo de jovens irmãs catequistas - 1921.



Na escola o serviço era intenso. Em meados de maio, elas tiveram a ajuda alegre da filha de Giosepe Tambosi, Ana Tambosi, que logo integrou o grupo dedicando-se ao serviço do Reino.

Ainda em fevereiro de 1915, mais moças entraram e outras casas foram abertas: Diamantina, Rodeio 32. No final de 1915 já eram nove Irmãs e no final de 1916 o número subiu para vinte e uma.

As jovens se reuniam de quinze em quinze dias no Convento “Menino Deus” onde buscavam formação e apoio. Passavam também finais de semana e férias.

Percebendo a necessidade de uma sede própria, o casal João Cereale e Maria Monteverdi Cereale, que hospedara Amábile em 1914 e que lhe tinha um carinho todo especial, apreciava demais o trabalho que as jovens Irmãs desenvolviam nas Capelas da Paróquia de Rodeio.

Conversando entre eles de que as jovens professoras não tinham casa própria, pensando na velhice deles e o fato de não terem filhos, tomaram uma grande decisão: vender tudo o que tinham em Apiúna, e em combinação com Frei Polycarpo Schuhen, seu amigo, compraram uma casa antiga e modesta, em Rodeio, mobiliaram-na e a cederam às Irmãs.

Para tanto, ficou combinado que eles cederiam a casa em troca de serem cuidados até a morte, pelas Irmãs, e que estas seriam donas da propriedade. 

Assim, a partir do começo de 1916, as Irmãs ganharam a sua primeira casa, local para as férias, encontros, trocas e soma de experiências e principalmente o aconchego do lar.

Começou-se a construção de uma casa maior com a ajuda do povo de Rodeio que ficou pronta em 1917. Essa casa, até1926, funcionava também como asilo para doentes e pessoas idosas, sob os cuidados carinhosos das Irmãs Catequistas.

Verdadeiramente deixaram de ser dos seus, para ser do povo. “Sejam Irmãs do povo”, repetia o fundador Frei Polycarpo Schuhen. Hoje, a Congregação busca “Tecer caminhos de itinerância e irmandade num mundo em movimento”, com a esperança de torná-lo melhor, mais justo e fraterno.

Aos poucos, iniciou-se o processo para dar à Companhia das Catequistas estatuto de Congregação no sentido canônico do termo. Em 1958 foi agregada à Primeira Ordem Franciscana e a 17 de fevereiro de 1964, Dom gregório Warmeling erigiu-a em Congregação Religiosa de Direito Diocesano. No dia 2 de fevereiro de 1998, a Santa Sé emitiu um decreto de constituição da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas como Congregação Religiosa de Direito Pontifício.

Irmã Augusta Neotti, no livro Nos trilhos da história, destaca que:

"Um edifício nunca é construído por uma pessoa só. A Congregação não nasceu da noite para o dia. Havia uma necessidade e uma exigência do governo de SC: professores que dessem aula em língua portuguesa. Havia um povo imigrante que reclamava catequese para seus filhos. Houve um idealizador, o Frei Modestino Oechtering. Um pároco inteligente e ousado que soube captar a ideia e colocá-la em prática, chamado Frei Polycarpo Schuen. Nada, porém, teria acontecido se umas mulheres corajosas não tivessem escutado o chamado e dado o seu 'Sim' desafiador". (p. 82, 2013)

O chamado se fez caminho e de Rodeio a Congregação se espalhou para o mundo e está presente em 20 estados do Brasil e DF, além de estar ou ter passado em países como Argentina, Bolívia, Chile, Guatemala, República Dominicana, Paraguai, Peru, Haiti, Alemanha, Timor Leste, Angola e Moçambique.

Desde o ano 2000 existe um trabalho de parceria com pessoas leigas chamadas de "Simpatizantes do Carisma". São grupos presentes nas diferentes realidades onde se aprofundam a espiritualidade francisclariana e se participa de programações e projetos dentro dessa missão. 

 A ação missionária franciscana não para de crescer, buscando sempre alcançar os mais necessitados e excluídos, contribuindo para a construção de uma vida digna e cidadã com bases nos valores franciscanos e cristãos.

Parabéns, Irmãs Catequistas Franciscanas!

Prof. Josimar Tais



REFERÊNCIAS


BERTOLDI, Frei José. SCOTTINI, Frei Guido. Rodeio 1875 – 1975 Aspectos de sua História e de sua gente. Gráfica 43 AS Indústria e comércio – Blumenau: Rodeio. 1ª ed. 1975.

CANI, Iracema Moser. Rodeio Vale dos Trentinos, Compendio. 1.ed. Rodeio: Prefeitura Municipal de Rodeio, 1997.

DE RODEIO AO MUNDO. Jornal O Corujão, n 394, 29 de janeiro de 2014, p. 07.
 
ORIGEM. Disponível em http://www.diocesederiobranco.org.br/congregacoes/femininas/catequistas-franciscanas/ Acesso em 13 jan 2015.

NEOTTI, Augusta. Nos trilhos da história. 3 de Maio: Blumenau, p. 82. 2013.

NOSSA HISTÓRIA. Disponível em http://www.cicaf.org.br/index.php/nossa-historia  Acesso em 13 jan 2015

domingo, 7 de dezembro de 2014

21 anos da Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS

Neste ano participei de uma capacitação para educadores sociais por meio do CRAS de Indaial, onde atuo há mais de 2 anos, e a Doutora Darlene, ministrante, afirmou que o governo Fernando Henrique Cardoso fez um "desserviço para a história da Assistência Social no Brasil". Ora, ou ela pouco conhece da história desta importante política pública - o que, sinceramente, não creio, pois é uma profissional altamente qualificada na área - ou ela teve seus motivos político-partidários para afirmar esta sandice. 
Avanços notórios na política de assistência social foram firmados no governo FHC, mas, para evitar este reconhecimento, ao aprimorá-los o governo petista rebatiza os programas, projetos e serviços para sentirem-se donos e usá-los abusivamente nas campanhas eleitorais. É uma pena que a história seja distorcida ou omitida. Porém, não se pode alterar o que nela está consumado.
Cabe dizer que as diretrizes da gestão da política de assistência social estão previstas na Constituição Federal de 1988. Portanto, é obrigação dos governos implementá-las e aprimorá-las.  
Desserviço, eu digo, é a corrupção tornada rotineira e banal por esse governo dissimulado e vigarista. Mas isso já é outra história.

21 anos da LOAS
Hoje, a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) completa 21 anos.
Assinada pelo presidente Itamar Franco e pelo ministro Jutahy Junior, a Loas foi implementada pelo presidente Fernando Henrique, que teve a coragem de acabar com a LBA e implantar o Sistema Descentralizado e participativo da Assistência Social.
Foi no governo do PSDB que tiramos do papel o Benefício da Prestação Continuada (BPC) para idosos e pessoas com deficiência.
Foi no governo do PSDB que implantamos, via Loas, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.
Foi no governo do PSDB que descentralizamos todos os recursos para estados e municípios, através do Sistema Descentralizado da Assistência Social, que hoje o PT chama de Suas.
Foi no governo do PSDB que criamos os Núcleos de Apoio às Famílias, que que o PT passou a chamar de Cras.
Foi no governo do PSDB que criamos o Programa Sentinela, para combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, que hoje o PT chama de Creas.
Foi no governo do PSDB que criamos o Agente Jovem de Desenvolvimento Social, que hoje o PT chama de ProJovem.
Foi no governo do PSDB que criamos o Cadastro Único dos Programas Federais.
O PT muda os nomes dos programas e tenta, todos os dias, mudar a história, mas sabemos muito bem tudo que representou a Loas, nestes 21 anos.
Agora, estamos lutando para que o Bolsa Família seja um programa da Loas, para que nunca mais na historia do Brasil usem os programas sociais para causar medo na população.
Sao 21 anos de Loas e 21 anos de conquistas sociais que não pertencem nem a governos e nem a partidos, mas ao povo brasileiro. - Aécio Neves

domingo, 23 de novembro de 2014

Bicentenário da morte de Aleijadinho

Em outubro de 2012 tive a oportunidade de conhecer algumas das mais importantes e tradicionais cidades mineiras: Belo Horizonte, São João del Rei, Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Congonhas do Campo, Sabará... Viajei pela Estrada Real por onde o ouro era transportado até o Rio de Janeiro; nas cidades centenárias, andei por ruelas e ladeiras cercadas por misteriosos, silenciosos e coloridos casarios; adentrei nas mais belas, suntuosas e deslumbrantes igrejas com seus interiores dourados e repletas de detalhes artísticos e religiosos; provei da mais saborosa culinária do Brasil; visitei o túmulo do grande político Tancredo Neves; contemplei a beleza natural das espaçosas grutas de formação calcária; senti, ao mesmo tempo, o calor na pele e o frio na alma ao penetrar uma antiga mina de ouro; posei para foto ao lado de Tiradentes; conheci o sertão narrado por Guimarães Rosa e visitei sua casa. Mais do que viajar para Minas Gerais, viajei no tempo. Pude entrar nas típicas fotografias dos livros de História e examinar de perto as marcas da colonização. Ao recordar esses momentos tão especiais é impossível não mencionar o velho refrão: "Oh Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais..."

Nesses últimos dias, as lembranças de Minas foram aguçadas pela memória dos 200 anos da morte de Aleijadinho, em 18 de novembro. 

Provável retrato póstumo de Aleijadinho
realizado por  Euclásio Ventura, no séc. XIX
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto, aos 29 de agosto de 1730.  É considerado o mais importante artista brasileiro do período colonial. Filho natural do arquiteto e mestre-de-obras português Manuel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas, recebe do pai as primeiras noções de desenho, arquitetura e escultura.

Na minha passagem pela cidade de Congonhas do Campo, conheci o maior acervo histórico do Mestre do Barroco brasileiro. No Adro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos encontram-se os 12 profetas bíblicos esculpidos em pedra-sabão: Amós, Abdias, Jonas, Baruc, Isaías, Daniel, Jeremias, Oséias, Ezequiel, Joel, Habacuc e Naum. A obra levou 5 anos para ser concluída (1800 a 1805). 

Além dos profetas, outra referência da arte de Aleijadinho, são as 66 estátuas em tamanho natural, esculpidas em cedro, dos últimos Passos da Paixão (A última ceia; Jesus no Horto das Oliveiras; A prisão do Cristo; A flagelação e coroação de espinhos; Jesus carregando a Cruz às costas; A crucificação). Este trabalho iniciou-se em 1796, findando-se em 1799. O que mais impressiona nessas esculturas em madeira são as expressões faciais dos personagens que nos fazem compreender as suas dores e sentimentos. A pintura das estátuas foi encarregada a  Manuel da Costa Ataíde, grande pintor mineiro do século XVIII. 

Cabe ressaltar que as obras de Aleijadinho não se limitam a estas e não são encontradas apenas em Congonhas. Muitas estão expostas no Museu do Aleijadinho, em Ouro Preto. 

Além de escultor, Aleijadinho era entalhador e arquiteto e suas expressões artísticas podem ser apreciadas também nas cidades de Tiradentes, São João del Rei, Sabará e outras cidades mineiras.  

Estátuas e frontispícios, imagens de santos e anjos, fontes, pias e púlpitos, crucifixos e brasões elencam as inúmeras produções artísticas do "Michelangelo tropical", como o classificou o biógrafo francês Germain Bazin. 

A obra de Aleijadinho transcende o Barroco e contem traços únicos que mesclam a sutileza dos detalhes com a extravagância da beleza. A fé do artista é desnudada através das suas criações e o seu talento se revela em cada olhar das suas esculturas. 

Aleijadinho deixou um patrimônio que merece ser preservado e prestigiado e um nome que é digno de estar escrito na História.

Prof. Josimar Tais

casa onde viveu Aleijadinho - Sabará, MG

Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos

Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e as
Capelas dos Passos da Paixão de Cristo




Igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto, MG
O projeto arquitetônico é de Aleijadinho e a fachada foi esculpida por ele
(fotos do autor)

Algumas curiosidades: 

As marcas das obras de Aleijadinho são: olhos mongóis, maçãs do rosto saliente, queixo bipartido e cabelos em caracóis. http://artesbarroca.blogspot.com.br/


Os 200 anos de Aleijadinho, o mestre do barroco http://falacultura.com/200-anos-de-aleijadinho/

- Aleijadinho foi invenção do governo Vargas.
- Antônio Francisco Lisboa, segundo consta, foi progressivamente afetado pela doença e se afastou da sociedade, relacionando-se apenas com dois escravos e ajudantes. Nos dois últimos anos de vida se viu inteiramente cego e impossibilitado de trabalhar. Morreu em algum dia de 1814 sobre um estrado em casa de sua nora, na mesma Vila Rica onde nascera. http://www.escritoriodearte.com/artista/aleijadinho/

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santu%C3%A1rio_do_Bom_Jesus_de_Matosinhos
http://www.e-biografias.net/aleijadinho/
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo343/profetas-do-aleijadinho

domingo, 26 de outubro de 2014

Dilma não me representa

Atribuo a vitória da Dilma mais à competência do seu marketing político carregado de ofensas e ataques que visaram a desconstrução da imagem dos opositores do que à sua competência política em si. Não faltam certezas dessa incompetência. Não faltaram evidências da face corruptora e pretensiosa desse partido oportunista e salafrário; uma face tão bem mascarada que consegue, agora, com todas as artimanhas da máquina de campanha se sustentar no governo por mais um mandato.

Não serei hipócrita de não reconhecer os avanços razoáveis em diversas áreas sociais promovidos pelo governo, mas esta é apenas uma faceta que faz parte da jogada populista de sustentação do poder; além do mais, há de se convir que, o mínimo que um governante deve fazer é investir no país que governa, ainda mais se levarmos em conta a elevadíssima taxa tributária que pagamos. Cabe reconhecer também que, se houveram avanços nos últimos 20 anos, é porque a economia foi controlada a partir da inserção do Plano Real - inegável!

Inegável, também, são os erros que foram cometidos: no governo Dilma a taxa de juros voltou a subir; a inflação superou a meta e já assusta a população que tem sentido no bolso os seus efeitos; os "estarrecedores" casos de corrupção da Petrobras; a intensa desaceleração do PIB que neste ano se prevê um crescimento abaixo de 0,3% (só superando o governo de Floriano Peixoto e de Fernando Collor); gastos exorbitantes em estádios para a "copa das copas"; a perda de confiança dos empresários que evitam investimentos; a intensificação do processo de desindustrialização; o aumento do desmatamento da Amazônia; as obras atrasadas e promessas da campanha de 2010 não entregues ou nem inicializadas; aparelhamento do Estado, entre tantos outros. 

Uma experiência negativa do governo tucano e que hoje pagamos novamente pelo erro é a Reeleição. A alternância de poder é essencial para um país democrático e ela teria sido muito mais propositiva no contexto atual.

Sim, bem sei que a vitória da Dilma foi democrática, mas isso não quer dizer que foi espontânea. Assim seria se a campanha tivesse sido limpa. Mas não, o que deu corpo à propaganda petista foi a imposição do medo, a apropriação de práticas clientelistas, as inverdades não provadas que acabaram criando um eleitor que, já deficitário de criticidade, se viu coagido e deteriorou a real possibilidade de mudanças e da alternância.

Teremos a continuidade de um governo desacreditado por cerca da metade dos brasileiros. Um país dividido e um governo alicerçado num partido afundado no esgoto da corrupção e que tem como líderes o que há de pior na política nacional. 

Em suma, Dilma não me representa; não representa minha cidade Rodeio, não representa meu Estado SC; não representa a região Sul. De toda sorte, respeito imensamente a escolha dos meus concidadãos. Continuarei exercendo minha cidadania e dando minha contribuição diária para a construção de uma sociedade mais justa e ética. Acima de tudo, não perdi a esperança de que o Brasil se tornará um país melhor, mesmo que, talvez, só daqui a 4 anos. 

Josimar Tais
26/10/2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A necessária alternância de poder

"Nunca antes na História deste país" se viu uma campanha eleitoral tão "leviana". De fato, é de ficar "estarrecido". O clima está quente e tenso desde o 1º turno, quando o PT fez fortes acusações contra Marina Silva (PSB). As táticas "NaziPetistas" (termo sugerido pelo historiador Marco Antônio Villa), de afrontamento e agressões atingiram em cheio a fenomenal campanha de Marina que, com pouco tempo para respostas e defesas, ficou, injustamente, fora da segunda fase da campanha. A estratégia de difamação e injúrias deu tão certo que o mesmo estilo terrorista vem sendo veemente utilizado para atingir o candidato Aécio Neves e o seu partido (PSDB), agora no 2º turno. É um vale-tudo para evitar a alternância de poder.

O PT tem se apropriado de um marketing difamador, investindo tempo em desconstruir e destruir a imagem de seus opositores, o que é muito característico de regimes fascistas que já mancharam a História global. Não é de hoje que esse partido se utiliza da humilhação do outro para se sentir mais forte. E, infelizmente, quem está do outro lado e sofre com as acusações se vê obrigado a gastar tempo tendo de provar o contrário e, ao invés de se discutir propostas, trocam-se farpas, transformando a campanha política numa verdadeira batalha campal. Quem bate mais, apanha menos. 

A autoexaltação do governo petista e a demonização de FHC/Aécio (PSDB) têm tomado proporções que ultrapassam todos os limites, minguando o respeito e o bom senso que uma corrida presidencial exige. Eis, então, que a campanha chega ao mais baixo nível quando situações íntimas e particulares do adversário são expostas ao eleitorado. São acusações que só servem para apregoar a discórdia entre os eleitores que já definiram o seu candidato e confundir ainda mais aqueles que estão indecisos. Algo totalmente vergonhoso e desnecessário. Devemos conhecer sim, a honra, a moral e o caráter dos candidatos, mas há situações incabíveis e apelativas que não se configuram numa campanha política, ainda mais se tratando da presidência do Brasil. Chega a ser um desrespeito à disputa democrática e ao eleitor de bem, que deve e quer escolher conscientemente o candidato, observando e analisando as iniciativas da sua vida política para, no fim, lhe conferir o voto digno.

Dilma teve um governo que avançou em alguns aspectos como é o caso do Pronatec, que é uma boa iniciativa, mas precisa muito ser aprimorado, e nos programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida. Sim, estes casos merecem o nosso reconhecimento, não se pode ser hipócrita e se igualar ao PT que não deixa o orgulho partidário enxergar os grandes avanços de outros governantes. Mas por mais que Dilma tente esconder, o seu governo teve muitos fracassos: a taxa de juros voltou a subir; a inflação superou a meta e já assusta a população que tem sentido no bolso os seus efeitos; os "estarrecedores" casos de corrupção da Petrobras; a intensa desaceleração do PIB que neste ano se prevê um crescimento abaixo de 0,3% (só superou o governo de Floriano Peixoto e de Fernando Collor); gastos exorbitantes em estádios para a "copa das copas"; a perda de confiança dos empresários que evitam investimentos; a intensificação do processo de desindustrialização; o aumento do desmatamento da Amazônia; as obras atrasadas e promessas de campanha não entregues ou nem inicializadas; aparelhamento do Estado, entre tantos outros. 

Na propaganda política do PT, porém, parece que nada disso existe no Brasil. O impressionante é que Dilma não admite, de forma alguma, os seus erros e a sua incompetência. Se não culpa os tucanos (que já estão fora do governo há 12 anos) pela situação econômica atual, então "exporta-se" a culpa à crise mundial. Mas aqui "está sob controle".  

A grande verdade é que Dilma perdeu a direção, não tem competência para continuar no governo. Não a tinha nem em 2010, mas na ocasião havia sido favorecida pelas circunstâncias do momento. Dilma está longe de ser considerada uma estadista, é sim, uma oportunista. Não se vê nela a representante da Nação, se vê, sim, a representante de um partido. Não se vê nela o amor à Pátria, se vê, sim, o amor ao poder. Ela não transmite confiança na sua governança; E quando um governante perde confiança, é hora de substituí-lo.

A longa duração de um partido no governo (e isso não se remete apenas ao PT, mas a qualquer outro que seja) é uma ameaça à Democracia, pois os interesses, muitas vezes oligárquicos, acabam se sobrepondo aos interesses da Nação; transforma-se, de forma lenta e gradual, numa ditadura. A alternância de poder, portanto, é um princípio democrático necessário. Daqui há 4 ou 5 anos deveremos repetir esse desejo para garantirmos uma democracia coerente e progressista. 

Um partido político não pode ser acomodado no governo. Um governante não pode se acomodar no poder. Um cidadão jamais pode se acomodar com o governo que tem. Agora é a hora da mudança, e a mudança é Aécio Neves.

Não podemos ser utópicos a ponto de pensar que Aécio, se eleito, solucionará todos os problemas que o Brasil vem passando; sejamos realistas, até porque outros empecilhos surgirão. Deveremos, contudo, exigir e acompanhar o cumprimento do seu programa de governo e reivindicar outras mudanças que se fizerem necessárias ao longo do mandato. Depositemos a nossa esperança, aquela bradada nas manifestações de 2013, no político Aécio. Agora não é hora de covardia, não é hora de se intimidar diante da pregação do medo praticada pelo PT, não sejamos coniventes com a trágica realidade que este partido está legando ao Brasil atual. Não podemos e "não vamos desistir do Brasil!".

Professor Josimar Tais



"Confrontos políticos dos mais duros fazem parte do jogo; o terrorismo não! O desespero é inédito. Talvez haja um quê de ideologia… Mas o que apavora mesmo é o medo de perder a boquinha, não é mesmo? Vai que essa gente seja obrigada a trabalhar… Se forem obrigados a fazê-lo, ainda acabam criando um partido de trabalhadores!" (Reinaldo Azevedo)

domingo, 12 de outubro de 2014

A verdade que Dilma quer transformar em mentira

"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade". Parece que esta frase do Ministro da propaganda Nazista, Joseph Goebbels, mais uma vez é a fonte de inspiração para a campanha eleitoral do PT. 
O PT afirma que o atual adversário, Aécio Neves (PSDB), vai acabar com tudo o que há de bom no Brasil, o que, convenhamos, é um modo bastante irracional de se fazer campanha. Pregam a mentira para impor o medo e, assim, se sustentarem no poder por mais 4 anos - uma verdadeira ditadura mascarada de democracia. 
Mas este artigo que compartilho abaixo traz à luz aquilo que Dilma e o PT querem esconder ou distorcer. Boa leitura: 

A história de êxito que Dilma quer destruir


Os oito anos da era FHC foram marcados por 4 crises internacionais. Ainda assim, a economia cresceu a taxas muito próximas dos países comparáveis e sustentou uma inflação cadente, que apenas voltou a ficar pressionada na iminência da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A candidata Dilma resolveu fantasiar sobre o quadro econômico do governo FHC. Insiste em repetir que o PSDB teria “quebrado o país em três ocasiões”, quando os dados são muito claros. Até as pedras sabem, presidente Dilma, que o país só pôde crescer mais de 4%, no governo Lula, porque FHC deixou uma herança bendita:
- a consolidação da estabilização monetária;
- a abertura da economia;
- o ajuste das contas públicas;
- as privatizações;
- a atração de investimentos externos para fins produtivos;
- a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal;
- o saneamento do sistema financeiro (com o Proer);
- a renegociação da dívida dos estados;
- a liquidação dos bancos estaduais;
- a criação do Bolsa Escola, que já atendia a 22 milhões de pessoas;
- a instituição do regime de metas para a inflação e tantos avanços na área econômica e da área social que poderíamos continuar a listar.
Uma árvore foi plantada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo PSDB. Era frondosa e dava muitos frutos. O presidente Lula soube colhê-los, rapidamente, mas a presidente Dilma preferiu não mais cultivá-la e, pior, nada plantou em seu lugar.

Leia o post A história de êxito que Dilma quer destruir na íntegra no blog do Salto (http://blogdosalto.wordpress.com/2014/10/11/a-historia-de-exito-que-dilma-quer-destruir/) 

sábado, 11 de outubro de 2014

Governo novo e ideias novas, sim, mas com um novo presidente

"Governo novo, ideias novas": esse é o slogan da campanha "NaziPetista" (termo utilizado pelo historiador Villa). Até o PT reconhece que precisa de ideias novas, isso porque o modo petista de governar não está agradando nem ao povo, nem a eles mesmos. Porém, o partido não tem competência e nem coragem para mudar e acusam de ser golpistas aqueles que apresentam propostas para um novo Brasil. Nesse caso, o desejo pela mudança não é golpe, é sim um fator que faz parte do processo democrático, da livre escolha do cidadão garantida pela Constituição. Jogar sujo para se sustentar no poder, mais do que golpe, é ditadura. Após 12 anos de um mesmo governo, cansado e corrupto, a mudança se apresenta não apenas como uma vontade do povo, mas como uma necessidade para o exercício da Democracia. Governo novo e ideias novas, sim, mas com um novo presidente. Espero que o Gigante não tenha adormecido novamente. ‪#‎ForaDilmaELeveOPTJunto‬

Prof. Josimar Tais