sexta-feira, 18 de abril de 2014

Censurado: compositores X censores na Ditadura Militar

Durante este mês muito se tem falado e noticiado sobre o Golpe que deflagrou a Ditadura Militar no Brasil. Ocorrido há 50 anos, o golpe conduziu o país a 21 anos de repressão e medo, inibindo a liberdade em todas as suas faces. Comunistas, sindicalistas, democráticos, jornalistas, músicos, professores, artistas, todos estas classes somadas a outras tornaram-se alvos da censura estatal instalada pelo governo militar. 

A produção cultural sofreu muito com os anos de chumbo. Peças teatrais, filmes, telenovelas, obras literárias, músicas são manifestações artísticas e culturais que expressam a opinião de quem os produz e provocam uma reflexão em quem as aprecia. Por isso, nem tudo o que era pensado podia ser publicado, principalmente se o conteúdo criticava a situação vivida. É fato, porém, que muitos produtores conseguiram burlar os censores e depositaram críticas mascaradas por metáforas em suas criações. Exemplo notório é a safra da Música Popular Brasileira da época, que nas entrelinhas das suas letras continham o inconformismo diante da ditadura, das torturas, da exploração, do desemprego, do preconceito e de tantas outras questões inerentes àquele contexto social.

As armas reprimiam os movimentos populares, podiam amordaçar a boca, amarrar pernas e braços, mas não tinham o poder de abortar ideias, de coibir o pensamento das grandes mentes como as de Caetano Veloso, Gonzaguinha, Raul Seixas, Zé Ramalho, Gilberto Gil, Renato Russo, Milton Nascimento e Geraldo Vandré, mas que vetou até canções popularescas e bregas.

O blog Virtuália - O Manifesto Digital, nos traz um post que trata da censura do período militar, institucionalizada com a promulgação do AI-5, em 1968. O texto se refere à censura da MPB que a partir do AI-5 "sofreu amputações de versos em várias das suas canções, quando não eram totalmente censuradas".

Antes de os conduzir ao blog, cabe instigar a leitura a partir desse resumo. 

Resumo da postagem "A Música e a censura da Ditadura Militar", de Jeocaz Lee-Meddi


     Em 1968, os estudantes continuavam a ser os maiores inimigos do regime militar. Reprimidos em suas entidades, passaram a ter voz através da música. 

     A Música Popular Brasileira começa a atingir as grandes massas. Movimentos como a Tropicália, com a sua irreverência mais de teor social-cultural do que político-engajado, passou a incomodar os militares. 

     Músicas de protesto e de cunho que pudesse extrapolar a moral da sociedade dominante e amiga do regime também foram censuradas. Antes mesmo de deflagrado o AI-5, alguns representantes incipientes da MPB já eram vistos pelos militares como inimigos do regime. No entanto, os tropicalistas estavam mais próximos dos acontecimentos do Maio de 1968 em Paris, do que das doutrinas de esquerda que vigoravam na época, como o marxismo-leninismo soviético e o maoísmo chinês. Mas os militares não souberam identificar esta diferença, perseguindo Caetano Veloso e Gilberto Gil pela irreverência constrangedora que causavam. O resultado foi a prisão e o exílio dos dois baianos em Londres, de 1969 a 1972. 

     Geraldo Vandré tornou-se o inimigo número um do regime militar. A sua canção “Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)”, tornou-se um hino contra a ditadura militar, mas ficou proibida de ser cantada e executada em todo país. Só voltaria a ser ressuscitada em 1979, após a abertura política e a anistia. Perseguido pelo regime, Geraldo Vandré esteve exilado de 1969 a 1973.


     Taiguara, foi um dos cantores que mais se opôs a repressão da ditadura militar. Sua obra pagou o preço da perseguição e da censura. Deparou-se com a atenção da censura em 1971, que esteve atenta às canções do álbum “Carne e Osso”. Em 1973 teve 11 músicas proibidas.Foi exilado em Londres. 

     No período que durou a censura e o regime militar, Chico Buarque foi o compositor e cantor mais censurado. A sua obra sofreu respingos da censura em todas as vertentes, tanto nas canções de protesto, quanto nas que feriam os costumes morais da época. Ficou exilado na Itália de 1969 a 1970. Em 1973, a música “Cálice” (Chico Buarque – Gilberto Gil), foi proibida de ser gravada e cantada. Gilberto Gil desafiou a censura e cantou a música em um show para os estudantes, na Politécnica, em homenagem ao estudante de geologia da USP Alexandre Vanucchi Leme (o Minhoca), morto pela ditadura. Ainda naquele ano, no evento “Phono 73”, festival promovido pela Polygram, Chico Buarque e Gilberto Gil tiveram os microfones desligados quando iriam cantar “Cálice”, por decisão da própria produção do show, que não quis criar problemas com a ditadura.

     Em 1974 a censura não dá tréguas ao artista. Impedido de gravar a si mesmo, Chico Buarque lança um disco, Sinal Fechado (1974), com composições de outros autores. Diante de tantas canções vetadas, a sofrer uma perseguição acirrada, Chico Buarque cria os pseudônimos de Julinho da Adelaide e Leonel Paiva. É sob o heterônimo do Julinho da Adelaide que a censura deixa passar canções de críticas inteligentes à ditadura, lidas nas entrelinhas: “Jorge Maravilha”, que trazia o verso “Você não gosta de mim mas sua filha gosta”, que era lida como uma referência ao então presidente Geisel, cuja filha Amália Lucy, teria dito em entrevista, que admirava as canções do Chico Buarque. Outra canção vetada de Chico Buarque foi “Tanto Mar”, uma homenagem do artista à Revolução dos Cravos em Portugal. Por ter sido uma revolução considerada socialista, a canção foi proibida.

     Quando o AI-5 foi extinto, em 1978, Chico Buarque vingou-se dos anos de censura, gravou “Cálice”, regravou “Apesar de Você”, além de criar músicas provocantes, que afrontavam à moral da época, como "Folhetim", que descrevia uma prostituta, ou “Geni e o Zepelim” e “Não Sonho Mais”, temas de dois travestis, Genivaldo da peça “A Ópera do Malandro” e Eloína, do filme “A República dos Assassinos”, respectivamente.

      Em 1973, Raul Seixas teria 18 composições vetadas pela censura.

     Sérgio Bittencourt, jornalista e compositor, filho de Jacob do Bandolim, em 1970, teve a sua música “Acorda, Alice”, proibida pela censura da ditadura militar por causa do verso “Acorda, Alice/ Que o país das maravilhas acabou”.

     Rita Lee teve as músicas “Moleque Sacana” (Rita Lee e Mu) e “Gente Fina” (Rita Lee) censuradas, a primeira por causa da palavra sacana, considerada obscena, a segunda porque poderia ferir os bons costumes da época.

     Carlos Lyra sentiu o gosto da censura com a sua música “Herói do Medo”, proibida por causa dos versos "odeio a mãe por ter parido" e "o passatempo estéril dos covardes". Carlos Lyra não alterou o conteúdo da letra, preferiu sair do país.

     Belchior, que durante muito tempo foi considerado autor marginal, teve a música “Os Doze Pares de França” (Belchior – Toquinho) censurada, porque para os censores, os autores vangloriavam a França, fazendo dele um país melhor para se viver do que o Brasil. Também a canção “Pequeno Mapa do Tempo” (Belchior), de 1977, uma crítica implícita ao regime, por causa dos versos "eu tenho medo e medo está por fora" e "eu tenho medo em que chegue a hora, em que eu precise entrar no avião", uma alusão ao exílio, os censores concluíram que a música trazia mensagem de protesto político.

     Como já se pôde observar, a censura da ditadura militar não obedecia a nenhum critério. Qualquer ameaça não só ao regime por ela imposto ao país, como à sociedade conservadora que a ajudou a ascender ao poder e nele continuar por mais de duas décadas era vetada. Vestido de uma moral hipócrita, o regime militar barrava qualquer obra que suspeitasse ofender à moral, ou que se mostrasse obscena a essa moral. Portanto, é importante notar que a censura não vinha só do regime militar, mas da sociedade que apoiava este regime.

     Dentro de um processo repressivo, todos os argumentos tornam-se incoerentes, a razão é substituída pela força bruta. A censura não constrói uma lógica, muitas vezes ela percorre movida pelas decisões pessoais dos censores. Para manter as necessidades de uma ditadura, a censura fazia parte da arma de propaganda do estado repressivo, podava a liberdade de expressão, principalmente as que feriam os princípios que justificam um governo ilegítimo, emanado da força, da opressão e da traição aos princípios da democracia.


Leia o Post completo AQUI


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terça-feira, 15 de abril de 2014

Peixe: símbolo cristão



O peixe é um dos primeiros símbolos do Cristia­nismo, mas que fique bem claro que o seu significado nada tem a ver com o milagre da multiplicação dos pães e peixes narrado no Novo Testamento.

Encontrado nos túmulos das catacumbas romanas – um antigo local secreto de reunião quando os romanos perseguiam os cristãos por causa da sua fé – o peixe é baseado em um acróstico, cujas letras iniciais das palavras gregas para “Jesus Cristo, o Filho de Deus e Salvador” (Ieosous Christós Theou hyiós, Soter) formam a palavra grega ichthys, que significa peixe. 
 

Imagem dos peixes ainda preservada nas catacumbas romanas, onde os cristãos primitivos se encontravam para praticar secretamente o culto.

 A prática do Cristianismo só veio a se tornar totalmente liberada no início do século IV. Durante o primeiro século da Era Cristã, os cristãos foram perseguidos e presos. Muitos deles faleceram nas arenas romanas, lutando contra leões. A associação de qualquer cidadão romano com esse acróstico, sinal secreto de adesão à doutrina cristã, bastava para que ele se tornasse uma vítima da intolerância religiosa do Estado romano.

Os cristãos da Antiguidade, para se identificarem, desenhavam no chão o peixe, assim podiam conversar sobre Cristo com outro cristão sem correr o risco de ser morto por um perseguidor.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Jacques Le Goff: um historidor na História

Grande conhecido dos historiadores e estudantes da História, Jacques Le Goff morreu em Paris neste 1º de abril. O historiador francês estava com 90 anos de idade. 

Nascido em 1º de janeiro de 1924, sucedeu Fernand Braudel na direção da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em 1972. Inicialmente ligado à Escola dos Annales, a partir dos anos 70, foi um dos pais do movimento "Nova História".

Entre os seus estudos, destaca-se a História Medieval, período que Le Goff despendeu pesquisas aprofundadas e concisas, as quais resultaram em diversas obras, como A Civilização do Ocidente Medieval (1964), O Nascimento do Purgatório (1981), O Imaginário Medieval (1985) e Uma Longa Idade Média (2004), só para citar algumas. Assim, Le Goff lutou para desmistificar a concepção de obscuridade do medievo, revelando aspectos positivos, renovadores, criativos e próprios dessa era vista por tantos outros como improdutiva. “Eu fui voluntariamente provocador ao falar de uma longa Idade Média que se prolongou até o século 18. Continuo a pensar que há uma certa verdade na ideia de que a Idade Média vai até o fim do século 18, se observamos aspectos essenciais, como a fome, as pestes, a indústria – a economia capitalista do século 18 é uma grande virada”, disse Le Goff em entrevista ao Estado em outubro de 2010. “Mas, mesmo que consideremos que o fim da Idade Média acontece no fim do século 15, ela não era decadente, não era triste, mas sim soberba, até exagerada.”

Nos últimos anos de sua vida, embora sua saúde se degenerasse, continuava ativo e lúcido, trabalhando em seu escritório, sempre cercado de milhares de livros. Entre fontes bibliográficas e documentos que compunham seu espaço de trabalho, Le Goff parecia seguir à risca uma constatação de Marc Bloch que se tornara célebre: “O bom historiador é como o ogro da lenda. Onde ele cheira a carne humana, ele sabe que lá está o seu jogo”. 

Numa entrevista concedida ao Jornal O GLOBO em março deste ano, por e-mail, Jacques Le Goff nos conduz a um olhar mais sereno sobre a Idade Média e destaca as virtudes desse período no campo da religião, da economia, da política, da arte, do cotidiano. É uma leitura provocadora que acende as luzes sobre a "Idade das Trevas". Boa leitura:

Uma entrevista inédita com Jacques Le Goff, morto aos 90 anos

 

A História é uma sequência de continuidades e mutações. E, raramente, de rupturas. 
(Jacques Le Goff: 01/01/1924 - 01/04/2014).  


Referências:
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,jacques-le-goff-foi-decisivo-para-o-estudo-da-idade-media,1148193,0.htm 
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,historiador-jacques-le-goff-morre-aos-90-anos,1147726,0.htm

Leitura indicada:

Jacques Le Goff: O fim da saga de um herói da História

quinta-feira, 20 de março de 2014

Câmaras de gás: fábricas de mortes da Segunda Guerra Mundial


Estudar a 2ª Guerra Mundial é sempre muito curioso e, ao mesmo tempo, estarrecedor. Por mais que diversos fatos da História nos revelem as brutalidades provocadas pela humanidade contra si mesma, o Holocausto nos faz perceber que a maldade e a insanidade humanas não têm limites. Exterminar pessoas por acreditar absurdamente que elas pertencem a uma raça inferior é a atitude mais grotesca e deplorável da espécie que se classifica como racional.



A Escravidão, a Inquisição e outras guerras causam indignação a quem estuda e analisa seus fatos, mas o Holocausto, ocorrido tão recentemente, foi longe demais. 



Não faltam exemplos de produções cinematográficas e obras literárias que abordam a questão do genocídio premeditado pelos nazistas contra judeus, principalmente. O Refúgio Secreto, Olga, O Pianista, A Lista de Schindler, O Homem que Venceu Hitler, Operação Valquíria, A Vida é Bela, O Diário de Anne Frank e O Menino do Pijama Listrado são apenas alguns exemplos que retratam o drama e a agonia de refugiados ou prisioneiros, todos vítimas, de alguma maneira, da concepção maluca de Adolf Hitler.



Diante disso, compartilho a interessante matéria publicada na Revista Mundo Estranho, que explica como funcionavam as câmaras de gás, verdadeiras fábricas de mortes na 2ª Guerra Mundial. Boa leitura e boa reflexão.



Prof. Josimar

 

Como funcionavam as câmaras de gás na 2ª Guerra Mundial?

por Danilo Cezar Cabral




Nos campos de concentração nazistas, oficiais alemães trancavam prisioneiros em salas que eram infestadas de pesticida. As câmaras não foram o primeiro método de extermínio em massa usado pela Alemanha. Até 1941, oficiais da SS (a polícia militar de Hitler) eliminavam pequenos grupos de prisioneiros em caminhões de transporte, trancando-os em caçambas seladas que recebiam monóxido de carbono do escapamento. A técnica foi adaptada a salas trancadas e logo a fumaça de caminhão foi trocada por pesticida, mais barato e eficiente. A primeira aplicação em humanos rolou em agosto de 1941. As vítimas foram um grupo de prisioneiros russos. Para não serem acusados de crime de guerra, os alemães deixaram de enterrar os corpos em valas comuns e passaram a queimá-los.

INDÚSTRIA DA MORTE
O extermínio nas câmaras de gás era rápido, eficiente e não deixava vestígios.

Último banho
Idosos, crianças, pessoas doentes ou com limitações físicas não serviam para o trabalho nos campos de concentração e eram encaminhados para execução. A fim de evitar o pânico, soldados e médicos diziam aos prisioneiros que eles passariam por um banho e receberiam roupas limpas para se juntar a amigos e familiares.

Terrível contra os humanos
O Zyklon B era usado principalmente para eliminar piolhos e insetos dos presos. Em Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, apenas 5% da remessa do produto era usada nas câmaras de gás. Para não desesperar as vítimas, o veneno foi manipulado quimicamente para não emitir odor.

Dando um gás
Equipamentos para ativação e exaustão do gás eram instalados em salas ao lado das câmaras. O Zyklon era colocado em um compartimento de metal para ser aquecido e gerar vapor. Após 30 minutos de queima, com todos nas câmaras já mortos, os exaustores sugavam o gás, permitindo a retirada dos corpos

Agonia coletiva
As câmaras de Auschwitz comportavam 800 pessoas – se houvesse lotação, quem sobrava era executado a tiros na hora. Quando o veneno começava a fazer efeito, as pessoas se distanciavam das saídas de gás e se amontoavam nas portas. Crianças e idosos eram esmagados por causa do pânico geral

Nuvem letal
O gás venenoso, baseado em cianeto de hidrogênio, interferia na respiração celular, tornando as vítimas carentes de oxigênio. O resultado era morte por sufocamento após crises convulsivas, sangramento e perda das funções fisiológicas. A morte era lenta e dolorida. Em média, da inalação ao óbito, o processo durava 20 minutos

De volta ao pó
Os sonderkommando limpavam as câmaras. Eles verificavam a arcada dentária, em busca de dentes de ouro e objetos de valor, como joias escondidas na boca das vítimas. Depois, queimavam os corpos em fornos gigantes para eliminar qualquer vestígio do processo de extermínio

A arquitetura da destruição
As câmaras, geralmente construídas no subsolo, eram interligadas para facilitar o fluxo e a retirada dos corpos. Os sonderkommando, prisioneiros encarregados de auxiliar no processo de extermínio, ficavam alojados no mesmo piso das câmaras e isolados dos demais trabalhadores

Fontes:
Livros
Five Chimneys: The Story of Auschwitz, de Olga Lengyel; Eyewitness Auschwitz: Three years in the Gas Chambers, de Flip Müller; e Inside de GasChambers: Eight Months in the Sonderkommando of Auschwitz, de Shlomo Venezia.
Site
holocaustresearchproject.org

quarta-feira, 5 de março de 2014

Livro - Na trilha dos antepassados: um retorno ao Trentino


Este livro é um convite à reflexão sobre as vidas dos nossos antepassados e seus ambientes de origem, para um melhor entendimento dos valores familiares transmitidos de geração para geração. É também um modo de expressar respeito e gratidão pelas trilhas que eles percorreram ao longo de suas vidas para que nós, seus descendentes, pudéssemos trilhar caminhos menos árduos. As escolhas de nossos antepassados influenciam e por vezes determinam a nossa vida, que se torna, sob certos aspectos, a continuidade da vida deles, assim como deixamos traçados alguns caminhos para nossos descendentes. 

No final do século XIX, milhares de camponeses emigraram da região do Trentino-Alto Ádige, no norte da Itália, local outrora denominado Tirol e pertencia ao Império Austro-Húngaro. Dentre os trentinos espalhados pelo mundo, um grande número está no Brasil, sobretudo em santa Catarina. 

Esta obra busca apresentar o Trentino como ambiente matriz do modus vivendi de nossos antepassados e convida seus descendentes a conhecer e preservar sua herança cultural.



Ornella Inês Pezzini é uma dentre os milhares de descendentes dos primeiros imigrantes trentinos que se estabeleceram na então Colônia Blumenau em 1875. Formada em Letras, com especialização e mestrado em Tradução, “traduz” o Trentino em seus aspectos geográficos, culturais e históricos.

Propõe o conhecimento e a valorização do seu patrimônio cultural, do qual todos os descendentes são herdeiros, como forma de fortalecimento da identidade e da manutenção do vínculo com a terra de origem dos antepassados.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Corpos de soldados da Primeira Guerra Mundial são encontrados após derretimento de neve

Vejam só que interessante! O derretimento da neve dos Alpes italianos está revelando  uma curiosa descoberta: o surgimento de diversos cadáveres da Primeira Guerra Mundial, na maioria, mumificados. O fenômeno trouxe à tona incontáveis restos humanos de batalhas travadas entre a Itália e o Império Austro-húngaro, durante a Primeira Guerra. Cabe lembrar que neste ano de 2014 o início da Grande Guerra completará 100 anos. Continue lendo a matéria "Derretimento do gelo nos Alpes Italianos revela múmias de soldados mortos na Primeira Guerra Mundial" e assista o vídeo das tropas italianas marchando nos Alpes. Boa leitura!  
 
Múmias da Segunda Guerra Mundial | Notícias | The History Channel
As mudanças climáticas estão provocando o derretimento da neve dos Alpes italianos fato que, por sua vez, revelou uma curiosa descoberta: o surgimento de diversos cadáveres da Primeira Guerra Mundial, na maioria, mumificados. O fenômeno trouxe à tona incontáveis restos humanos de batalhas travadas entre a Itália e o Império Austro-húngaro, durante a Primeira Guerra.
A descoberta aconteceu nas áreas de Presena e Ortles-Cevedale, na pequena cidade italiana de Peio. No local, milícias de ambos os lados construíram uma fortaleza bélica no topo das montanhas geladas, uma área estratégica para guardar as armas pelo seu difícil acesso. Entretanto, o gelo se transformou no verdadeiro e cruel inimigo comum, já que muitos morreram em decorrência da temperatura (abaixo dos 30°C negativos) e avalanches. 
 
Durante a década de 90, diários, cartas e fragmentos de jornais russos começaram a aparecer. A quantidade de objetos encontrada fez com que residentes da área construíssem um local para guardá-los, que hoje é o atual Museu da Guerra de Peio. Depois disso, em 2004, um guia da montanha achou três corpos mumificados em uma parede congelada, próximo ao pico San Matteo. Os cadáveres eram de soldados austríacos, estavam desarmados e traziam pacotes de ataduras nos bolsos, uma indicação de que poderiam ser enfermeiros austríacos mortos durante a Batalha de San Matteo, de 3 de setembro de 1918.
 
Desde então, mais de 80 corpos foram encontrados e todos, naturalmente, acabaram mumificados em função do tempo e das condições climáticas. A última cerimônia para as vítimas encontradas ocorreu no final do ano passado. Os corpos eram de dois soldados austríacos, de 17 e 18 anos de idade. Eles morreram nas montanhas e foram enterrados em uma fenda, na geleira, por seus companheiros. A previsão de alguns arqueólogos é que muitos outros corpos ainda serão encontrados. 
 
 
 
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Múmias da Segunda Guerra Mundial | Notícias | The History Channel
As mudanças climáticas estão provocando o derretimento da neve dos Alpes italianos fato que, por sua vez, revelou uma curiosa descoberta: o surgimento de diversos cadáveres da Primeira Guerra Mundial, na maioria, mumificados. O fenômeno trouxe à tona incontáveis restos humanos de batalhas travadas entre a Itália e o Império Austro-húngaro, durante a Primeira Guerra.
A descoberta aconteceu nas áreas de Presena e Ortles-Cevedale, na pequena cidade italiana de Peio. No local, milícias de ambos os lados construíram uma fortaleza bélica no topo das montanhas geladas, uma área estratégica para guardar as armas pelo seu difícil acesso. Entretanto, o gelo se transformou no verdadeiro e cruel inimigo comum, já que muitos morreram em decorrência da temperatura (abaixo dos 30°C negativos) e avalanches. 
Durante a década de 90, diários, cartas e fragmentos de jornais russos começaram a aparecer. A quantidade de objetos encontrada fez com que residentes da área construíssem um local para guardá-los, que hoje é o atual Museu da Guerra de Peio. Depois disso, em 2004, um guia da montanha achou três corpos mumificados em uma parede congelada, próximo ao pico San Matteo. Os cadáveres eram de soldados austríacos, estavam desarmados e traziam pacotes de ataduras nos bolsos, uma indicação de que poderiam ser enfermeiros austríacos mortos durante a Batalha de San Matteo, de 3 de setembro de 1918.
Desde então, mais de 80 corpos foram encontrados e todos, naturalmente, acabaram mumificados em função do tempo e das condições climáticas. A última cerimônia para as vítimas encontradas ocorreu no final do ano passado. Os corpos eram de dois soldados austríacos, de 17 e 18 anos de idade. Eles morreram nas montanhas e foram enterrados em uma fenda, na geleira, por seus companheiros. A previsão de alguns arqueólogos é que muitos outros corpos ainda serão encontrados. 
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Exposição em Blumenau: Quem é o Homem do Sudário?

Shopping Park Europeu recebe exposição internacional sobre o Santo Sudário


Um dos mistérios que mais intriga a humanidade contará com uma exposição no Shopping Park Europeu entre os dias 5 de fevereiro e 9 de março. Trata-se da mostra internacional “Quem é o Homem do Sudário?”, que traz pela primeira vez ao Estado de Santa Catarina objetos e explicações científicas sobre o manto que supostamente teria envolvido Jesus Cristo após sua morte. A visitação é gratuita e pode ser realizada de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos das 14h às 20h. O Shopping também irá disponibilizar visitas guiadas para grupos, que podem ser agendadas no Espaço Cliente pelo telefone (47) 3039-1935.

A visita à exposição, além de uma aula sobre os mistérios do Sudário, é uma verdadeira experiência sensorial. Os visitantes entrarão em um cenário cuidadosamente projetado para remeter à gruta de Jerusalém onde o Homem do Sudário realizou sua primeira missa. Dividido em cinco etapas, a mostra conta com um fac-símile do manto sagrado, que é exposto em Turim, na Itália, além de réplicas dos pregos, dos flagelos, da coroa de espinhos e das moedas colocadas sobre os olhos do Homem do Sudário. Além disso, estudos sobre o lençol sepulcral estarão expostos em mais de 30 painéis, que também trazem informações sobre o percurso histórico. Um holograma em 3D, feito pelo cientista holandês Petrus Soons e produzido em raio laser, reproduz em tamanho natural a tumba com a escultura de bronze.

O que é o Sudário
Estudado pela religião e pela ciência, o Sudário de Turim intriga a humanidade pela sua complexidade e pela sua possível relação com a passagem bíblica relacionada à Paixão de Cristo. Desde o século 16, mais de 40 cientistas, entre eles arqueólogos e médicos forenses, já empenharam mais de 200 horas de trabalho em pesquisa sobre o Sudário.

As descobertas revelam que as marcas de sangue presentes no lençol apontam que a pessoa que foi enrolada por ele era um homem na faixa dos 37 aos 39 anos, possuía entre 1,75m e 1,80m de altura e era de raça semítica. Além disso, é possível notar perfurações na cabeça, marcas deixadas por uma possível coroação de espinhos. Mas uma das características mais intrigantes do Sudário é o fato de não haver marcas de decomposição vindas de uma possível degeneração do corpo do cadáver. De acordo com as pesquisas, o tecido ficou em contato com as manchas de sangue por um período de até 40 horas.

Shopping Park Europeu
Via Expressa Paul Fritz, Kuehnrich, 1600, Itoupava Norte, Blumenau (SC)
E-mail: shoppingparkeuropeu@shoppingparkeuropeu.com.br
www.shoppingparkeuropeu.com.br
Oficina das palavras:
Luciana da Cunha

FONTE: http://www.timbonet.com.br/shopping-park-europeu-recebe-exposicao-internacional-sobre-o-santo-sudario/ 

Shopping Park Europeu recebe exposição internacional sobre o Santo Sudário

Um dos mistérios que mais intriga a humanidade contará com uma exposição no Shopping Park Europeu entre os dias 5 de fevereiro e 9 de março

Trata-se da mostra internacional “Quem é o Homem do Sudário?”, que traz pela primeira vez ao Estado de Santa Catarina objetos e explicações científicas sobre o manto que supostamente teria envolvido Jesus Cristo após sua morte. A visitação é gratuita e pode ser realizada de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos das 14h às 20h. O Shopping também irá disponibilizar visitas guiadas para grupos, que podem ser agendadas no Espaço Cliente pelo telefone (47) 3039-1935.
A visita à exposição, além de uma aula sobre os mistérios do Sudário, é uma verdadeira experiência sensorial. Os visitantes entrarão em um cenário cuidadosamente projetado para remeter à gruta de Jerusalém onde o Homem do Sudário realizou sua primeira missa. Dividido em cinco etapas, a mostra conta com um fac-símile do manto sagrado, que é exposto em Turim, na Itália, além de réplicas dos pregos, dos flagelos, da coroa de espinhos e das moedas colocadas sobre os olhos do Homem do Sudário. Além disso, estudos sobre o lençol sepulcral estarão expostos em mais de 30 painéis, que também trazem informações sobre o percurso histórico. Um holograma em 3D, feito pelo cientista holandês Petrus Soons e produzido em raio laser, reproduz em tamanho natural a tumba com a escultura de bronze.
 

O que é o Sudário
Estudado pela religião e pela ciência, o Sudário de Turim intriga a humanidade pela sua complexidade e pela sua possível relação com a passagem bíblica relacionada à Paixão de Cristo. Desde o século 16, mais de 40 cientistas, entre eles arqueólogos e médicos forenses, já empenharam mais de 200 horas de trabalho em pesquisa sobre o Sudário.
As descobertas revelam que as marcas de sangue presentes no lençol apontam que a pessoa que foi enrolada por ele era um homem na faixa dos 37 aos 39 anos, possuía entre 1,75m e 1,80m de altura e era de raça semítica. Além disso, é possível notar perfurações na cabeça, marcas deixadas por uma possível coroação de espinhos. Mas uma das características mais intrigantes do Sudário é o fato de não haver marcas de decomposição vindas de uma possível degeneração do corpo do cadáver. De acordo com as pesquisas, o tecido ficou em contato com as manchas de sangue por um período de até 40 horas.
 
Informações para a imprensa – Oficina das palavras:
Luciana da Cunha – jornalismo3@grupoodp.com.br – (47) 3322-0545 / (47) 9994-1534.

Shopping Park Europeu
Via Expressa Paul Fritz, Kuehnrich, 1600, Itoupava Norte, Blumenau (SC)
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Shopping Park Europeu recebe exposição internacional sobre o Santo Sudário

Um dos mistérios que mais intriga a humanidade contará com uma exposição no Shopping Park Europeu entre os dias 5 de fevereiro e 9 de março

Trata-se da mostra internacional “Quem é o Homem do Sudário?”, que traz pela primeira vez ao Estado de Santa Catarina objetos e explicações científicas sobre o manto que supostamente teria envolvido Jesus Cristo após sua morte. A visitação é gratuita e pode ser realizada de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos das 14h às 20h. O Shopping também irá disponibilizar visitas guiadas para grupos, que podem ser agendadas no Espaço Cliente pelo telefone (47) 3039-1935.
A visita à exposição, além de uma aula sobre os mistérios do Sudário, é uma verdadeira experiência sensorial. Os visitantes entrarão em um cenário cuidadosamente projetado para remeter à gruta de Jerusalém onde o Homem do Sudário realizou sua primeira missa. Dividido em cinco etapas, a mostra conta com um fac-símile do manto sagrado, que é exposto em Turim, na Itália, além de réplicas dos pregos, dos flagelos, da coroa de espinhos e das moedas colocadas sobre os olhos do Homem do Sudário. Além disso, estudos sobre o lençol sepulcral estarão expostos em mais de 30 painéis, que também trazem informações sobre o percurso histórico. Um holograma em 3D, feito pelo cientista holandês Petrus Soons e produzido em raio laser, reproduz em tamanho natural a tumba com a escultura de bronze.
 

O que é o Sudário
Estudado pela religião e pela ciência, o Sudário de Turim intriga a humanidade pela sua complexidade e pela sua possível relação com a passagem bíblica relacionada à Paixão de Cristo. Desde o século 16, mais de 40 cientistas, entre eles arqueólogos e médicos forenses, já empenharam mais de 200 horas de trabalho em pesquisa sobre o Sudário.
As descobertas revelam que as marcas de sangue presentes no lençol apontam que a pessoa que foi enrolada por ele era um homem na faixa dos 37 aos 39 anos, possuía entre 1,75m e 1,80m de altura e era de raça semítica. Além disso, é possível notar perfurações na cabeça, marcas deixadas por uma possível coroação de espinhos. Mas uma das características mais intrigantes do Sudário é o fato de não haver marcas de decomposição vindas de uma possível degeneração do corpo do cadáver. De acordo com as pesquisas, o tecido ficou em contato com as manchas de sangue por um período de até 40 horas.
 
Informações para a imprensa – Oficina das palavras:
Luciana da Cunha – jornalismo3@grupoodp.com.br – (47) 3322-0545 / (47) 9994-1534.

Shopping Park Europeu
Via Expressa Paul Fritz, Kuehnrich, 1600, Itoupava Norte, Blumenau (SC)
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pesquisa Aventuras na História

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